Notas ao café…

“Moshtarak”

Posted in notas ao café by JN on Fevereiro 16, 2010


Dario Castillejos, «Imparcial de Oaxaca»

A campanha militar que está a ser travada agora na província afegã de Helmand, é descrita pela maior parte dos media de todo o mundo como a maior operação do tipo desde a que garantiu a “mudança de regime” em Cabul, em Outubro-Novembro de 2001. Um ataque militar coordenado que envolve cerca de 15 mil militares — dos EUA, Reino Unido e do Afeganistão — com o objectivo de capturar a cidade de Marjah e áreas adjacentes, que são descritas como último reduto do Taliban em Helmand.

Operação Moshtarak (a palavra significa “juntos” na língua Dari), antes mesmo de seu início foi alvo de intensa e continuada publicidade nos media. Em todas elas o denominador comum é que a operação tem o propósito de reduzir a influência dos Taliban sobre Helmand como um todo, que a província é, ao lado do vizinho Kandahar, o centro do poder Taliban no Afeganistão, e, portanto, que a vitória seria susceptível de virar todo o curso da guerra no Afeganistão a favor da NATO.

Segundo a BBC, a operação está a conseguir algum êxito embora continuem a encontrar alguma resistência em Marjah e ao mesmo tempo há os “danos colaterais”. O Washington Post escreve que a Operação Moshtarak é um teste à nova estratégia do Presidente Obama para o Afeganistão de mais tropas, mais civis e dinheiro envolvidos no conflito.


John Deering, «The Arkansas Democrat-Gazette»

O The Independent questiona esta nova ofensiva, que refere parecer ser feita para consumo interno dos media americanos, e pede que seja de facto a última:

What, we must ask again, is this war for? There is an alarming familiarity about the objectives of the offensive launched by American-led forces in Afghanistan on Friday night. Clear, hold and build has been the basic template, ever since our attention turned back to Afghanistan from the disastrous distraction of Iraq. Seven years on, it has not worked, and it is a definition of folly to repeat an action and expect a different result.

[…] The issue now is whether standing by the people of Afghanistan requires a greater military presence in the country, or whether the “soft power” of development assistance or even straight bribery might be more effective.

[…] Indeed, everything about the selling of Operation Moshtarak adds to our doubts about the wisdom of the strategy. As Patrick Cockburn writes today, the offensive seems to be designed for ready consumption by the US media. The very language of offensive, stronghold and the seizing of territory seems inappropriate to describe a military action against guerrilla forces. It seems likely to lead up to a set-piece “victory”, after which Western attention will subside and the Taliban will trickle back.

[…] In Afghanistan, nothing has happened in the country’s religious, ethnic or economic structure to ensure that the temporary gains of military action can be turned into permanent advance. US and British forces, if there were enough of them, could try to rule the entire country outside the canton of Kabul ruled by President Karzai. They could maintain some semblance of military order. But they would, over time and even more than they are now, be perceived as an occupying foreign power. The situation would more and more resemble a quagmire, which is the one word Mr Obama’s foreign strategists are dedicated to avoiding. […]

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