Notas ao café…

Verde & Nuclear

Posted in notas ao café by JN on Fevereiro 19, 2010


Clay Bennett, «Chattanooga Times Free Press»

Um dos ideais de Barack Obama é a assinatura de um acordo para a eliminação das armas nucleares. Gastou muito do seu capital diplomática a tentar negociar um novo acordo para o controlo de armas nucleares com a Rússia e no seu discurso de aceitação do Prémio Nobel da Paz, em Dezembro, chamou ao controlo de armas atómicas a peça central da sua política externa e pediu a todos os países nucleares para trabalharem em conjunto na direcção ao desarmamento.

Mas quando se trata de utilizar a energia nuclear em casa, o Presidente Obama sente-se, pelo menos aparentemente, muito mais à vontade para a aceitar. Num discurso num centro de emprego em Lanham, no estado de Maryland, o Presidente garantiu mais de 8 mil milhões de dólares em empréstimos federais para a construção da primeira central nuclear nos EUA, em mais de 30 anos:

[…] Now, I know it has long been assumed that those who champion the environment are opposed to nuclear power. But the fact is, even though we have not broken ground on a new nuclear plant in nearly thirty years, nuclear energy remains our largest source of fuel that produces no carbon emissions. To meet our growing energy needs and prevent the worst consequences of climate change, we’ll need to increase our supply of nuclear power. It’s that simple. This one plant, for example, will cut carbon pollution by 16 million tons each year when compared to a similar coal plant. That’s like taking 3.5 million cars off the road.

[…] None of this is to say that nuclear energy doesn’t have serious drawbacks. […]

But investing in nuclear energy remains a necessary step. And what I hope is that this announcement underscores both our seriousness in meeting the energy challenge – and our willingness to look at this challenge not as a partisan issue, but as a matter far more important than politics. Because the choices we make will affect not just the next generation, but generations to come. […]

O Presidente Obama não deixará de ter alguma razão quando diz que a energia nuclear é uma forma “limpa” de produzir energia; haverá sempre a questão dos residuos e do seu destino, mas isso será outro assunto. Matthew Berger escreve que há outras razões para esta decisão do Presidente; uma será o número de empregos que a América tanto precisa, outra, fundamental, terá o apoio do partido Republicano e será uma boa base de negociação para uma nova lei ambiental nos EUA.


Rainer Hachfeld, «Neues Deutschland»

Michael Grunwald, na Time, explica porque não se construíram centrais nucleares nos EUA durante os últimos trinta anos:

If you want to understand why the U.S. hasn’t built a nuclear reactor in three decades, the Vogtle power plant outside Atlanta is an excellent reminder of the insanity of nuclear economics. The plant’s original cost estimate was less than $1 billion for four reactors. Its eventual price tag in 1989 was nearly $9 billion, for only two reactors. But now there’s widespread chatter about a nuclear renaissance, so the Southern Co. is finally trying to build the other two reactors at Vogtle. The estimated cost: $14 billion. And you can be sure that number is way too low, because nuclear cost estimates are always way too low. […]

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