Notas ao café…

Os lucros dos bancos

Posted in notas ao café by JN on Março 7, 2010


Angel Boligan, «El Universal»

O BNP Paribas, o maior banco francês e europeu, acaba de anunciar 8 mil milhões de euros de lucros para 2009, igualando o recorde de 2007. Os lucros dos dez maiores bancos europeus foram de cerca de 50 mil milhões euros em 2009. Quando acrescentamos os dez maiores bancos americanos, os lucros totais chegam aos 100 mil milhões de euros. Thomas Piketty, no Libération, escreve que vale a pena tentar compreender de onde vêm esses lucros, afinal são referentes a um ano em que o mundo estava em recessão. Para Piketty, além de ser uma questão política, a explicação mais óbvia é que, durante a crise, os bancos centrais emprestaram dinheiro aos bancos a juros muito baixos, dinheiro que seria usado pelos mesmos bancos para emprestar, a taxas mais elevadas, aos outros actores: famílias, empresas e, sobretudo, governos.

Piketty afirma que não existiu um comportamento abusivo ou incorrecto por parte dos bancos centrais: a nova liquidez permitiu que fossem evitadas muitas falências como também evitou a transformação da recessão em depressão. Mas agora os governos têm que ter sucesso na imposição de rigorosas normas financeiras que possam evitar a repetição de catástrofes semelhantes — e que os bancos paguem o que devem e os impostos —  e que consigam, ao mesmo tempo, livrarem-se da dívida que eles contraíram com os bancos.


Arcadio, «La Prensa»

Caso contrário, os cidadãos irão logicamente concluir que esta toda sequência é um perfeito absurdo económico: os lucros dos bancos a aumentar assim como os bónus atribuídos aos seus gestores, o emprego a diminuir e os salários a serem congelados e, a somar, há que “apertar o cinto” para pagar a dívida pública, em muito criada para pagar a salvação dos bancos e os seus erros. Banqueiros que voltaram a especular, desta vez à custa dos governos, com taxas de juros de cerca de 6 por cento impostas aos contribuintes irlandeses e gregos. Estes últimos, sem o saberem, pagaram 300 milhões de euros em taxas ao banco americano Goldman Sachs para este camuflar a dividia do seu governo.

[…] Démagogie ? Non. Simplement un constat : pour réconcilier les citoyens avec les banques, il va falloir autre chose que des grands discours. Obama l’a bien compris, en annonçant en janvier un plan enfin ambitieux de régulation bancaire. Mais il est politiquement affaibli. En Europe, le fait que la Banque centrale européenne continue de s’appuyer sur les agences de notation pour acheter des titres publics (annonce qui a précipité la crise grecque), alors même que rien dans ses statuts ne l’y oblige, n’a plus aucun sens dans le contexte actuel.

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