Notas ao café…

Acordo para discordar

Posted in notas ao café by JN on Março 10, 2010

O vice-president dos EUA, Joe Biden, assegurou em Israel o empenho do seu país em impedir o Irão de obter armas nucleares, mas ao mesmo tempo Israel anunciou os seus planos para construir  uma central nuclear, uma iniciativa que despertará as atenções  para as actividades secretas que este país tem sobre o nuclear. Ao mesmo tempo, tentará obter um acordo entre israelitas e palestiniano sobre o conteúdo e o formato das próximas negociações indirectas. O Sr. Biden visita Israel após o enviado da administração americana para o Médio Oriente, George Mitchell, ter dito que os negociadores palestinianos concordaram, na segunda-feira, em retomar as negociações indirectas na próxima semana. No mesmo dia em que Israel aprovou a construção de 112 novos apartamentos em Beitar Illit, na Cisjordânia, apesar de uma moratória que impedia a construção durante dez meses. O governo de Israel também diz que vai construir 1600 novas casas na zona ocupada de Jerusalém.


Hasan Bleibel, «Al-Mustakbal»

A Autoridade Palestina, que obteve o apoio da Liga Árabe para as negociações indirectas, quer abordar, desde o inicio, as questões mais problemáticas do conflito, como o destino de Jerusalém, as fronteiras de um futuro Estado Palestino e o retorno dos refugiados palestinianos. O governo israelita não se tem mostrado disposto a discutir as questões mais complicadas do conflito nas negociações indirectas e com a decisão de mais construções na Cisjordânia, as negociações vão começar num clima de desconfiança por parte dos palestinianos. A missão de Joe Biden não será fácil. E cada vez que Israel determina novas construções fragiliza ainda mais o Presidente Mahmoud Abbas e levanta ainda mais dúvidas sobre os esforços americanos pela retomada do processo de paz. Não serão por isso de admirar as críticas do vice-presidente:

I condemn the decision by the government of Israel to advance planning for new housing units in East Jerusalem. The substance and timing of the announcement, particularly with the launching of proximity talks, is precisely the kind of step that undermines the trust we need right now and runs counter to the constructive discussions that I’ve had here in Israel. We must build an atmosphere to support negotiations, not complicate them. This announcement underscores the need to get negotiations under way that can resolve all the outstanding issues of the conflict. […]


Steve Greenberg, «Jewish Journal of Greater Los Angeles»

Tony Karon, na Time, escreve que o cenário se repete: israelitas e palestinianos concordam em negociar e em falhar. Ambas as partes acreditam que as negociações indirectas, patrocinadas pelos EUA, não trarão a paz, mas os dois lados, como sempre, tentarão utilizar mais esta “falha” a seu favor:

They won’t be talking directly to each other, but at least the leaders of Israel and Palestine have a common objective in the “proximity talks” the Obama Administration is launching this week. Unfortunately, that shared goal is not to reach a final agreement on a two-state solution to their conflict — both sides know better than to expect that U.S. special envoy Senator George Mitchell’s shuttling between Jerusalem and Ramallah will be able to bridge the chasm between their demands. Instead, the mutual goal in the latest round of talks is to avoid being blamed for their failure.

[…] For the Palestinians and their Arab backers, who have given the latest round of talks just four months to produce results (a deadline not endorsed by the Obama Administration), their purpose is to demonstrate to the U.S. that no credible peace agreement can be achieved with the hawkish government of Prime Minister Benjamin Netanyahu and that creating a viable independent Palestinian state requires that the Americans press the Israelis to do things they’re not going to do voluntarily. […]

The Israelis, for their part, need to demonstrate good faith and position themselves to blame the Palestinians, as they have done up to now, for the absence of a peace deal. And Israeli officials make no bones about the fact that they need to go through the motions in order to pursue their own priority: resuming talks, a senior Israeli official told the daily Yediot Ahronot, “would create an atmosphere in the Arab world and the international community that would allow the world to focus on the real threat — Iran.” […]


Hajo de Reijger

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