Notas ao café…

O euro ferido

Posted in notas ao café by JN on Março 26, 2010


Pavel Constantin

Atenas precisa nos próximos dois meses de 20 a 30 mil milhões de euros para financiar a dívida pública e as condições financeiras e dos mercados não são as melhores. O primeiro-ministro grego, George Papandreu, foi a Bruxelas à procura da ajuda dos seus parceiros e acabou por ser “presenteado” por um acordo franco-alemão, que é mais uma via de compromisso. Há semanas que a UE tenta definir o mecanismo de ajuda à Grécia e a proposta actual têm em conta as exigências de Angela Merkel. A Chanceler alemã prefere uma ajuda combinada entre empréstimos bilaterais europeus e uma forte intervenção do Fundo Monetário Internacional, num valor total de 35 mil milhões de euros.

Os líderes europeus têm agora de analisar a proposta franco-alemã na cimeira iniciada ontem, mas há ainda questões em aberto, como quando a que a Grécia terá as ajudas à  sua disposição. Atenas gostaria que fosse rapidamente, mas outros países, defensores do rigor orçamental, exigem que, antes, os gregos façam esforços adicionais e enfrentem sozinhos as difíceis condições do mercado financeiro.


Rainer Hachfeld, «Neues Deutschland»

A Fitch Ratings a reduziu a classificação da dívida portuguesa de longo prazo de “AA” para “AA-” e o euro de imediato tornou acaiu em relação ao dólar. A Der Spiegel interroga-se se Portugal não poderá vir a ser a próxima Grécia:

[…] The move was hardly unexpected. Portugal has a projected 2010 budget deficit of 8 percent of gross domestic product, almost three times the limit allowed by euro zone rules. Since the beginning of the year, the country has been often mentioned in connection with the Greek crisis, often as part of the unflattering acronym PIIGS — a reference to those euro zone countries facing particularly high financial hurdles, Portugal, Italy, Ireland, Greece and Spain. […]

More concerning than the potential domestic trouble in Portugal, however, is the fact that Fitch’s downgrading of the country may indicate that the euro’s problems are now spreading outside of Greece. “I think this is just the beginning of a long process of downgrading a number of major governments until they put their debt in order,” said Rick Meckler, president of the investment firm LibertyView Capital Management in New York.

With Spain, Ireland and Italy all accruing serious mountains of debt, he may be right. Whether the European Union is able to come up with a mechanism to assist euro zone countries that run into trouble, however, remains to be seen.

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