Notas ao café…

Danos colaterais

Posted in notas ao café by JN on Abril 7, 2010


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

Um vídeo divulgado na Internet esta segunda-feira pelo Wikileaks, uma pequena organização sem fins lucrativos dedicada à publicação de informação considerada secreta pelo governo americano e outros governos, tornou-se rapidamente um dos assuntos mais divulgados e discutidos na Internet e nos media. O parece mostrar a morte de dois jornalistas iraquianos da Reuters e cerca de nove iraquianos num subúrbio de Bagdad, em 2007, por helicópteros Apache do exército americano.

O vídeo mostra os helicópteros a dispararem sobre um grupo de pessoas que se encontravam na esquina de uma rua da capital iraquiana após terem confundido a câmara do fotógrafo Namir Noor-Eldeen para uma arma. Quando uma viatura chega para recolher os feridos, os pilotos tornam a disparar, agora sobre o veículo, ferindo duas crianças. O exército americano já confirmou a autenticidade do vídeo divulgado.

John Nichols no The Beat, um blog da The Nation, escreve que o assunto é há muito assunto controverso e que a divulgação do vídeo exige um inquérito por parte do Congresso.

Jonathan Stray, na Foreign Policy, faz o elogio à Wikileaks, um tipo de jornalismo que parece ter desaparecido:

[…] Many viewers were undoubtedly encountering Wikileaks for the first time, though the organization was launched in December 2006. The site, which is funded by private donors and does not accept government or corporate funding, encourages would-be whistleblowers to upload incriminating material anonymously on its website. The small editorial staff verifies submitted documents, decrypts or translates them when necessary, and then publishes them in full — often with commentary.

This is not to imply that Wikileaks’ editors are merely passive distributors of their sources’ information. They cultivate and protect anonymous sources, verifying submitted materials, adding context, and promoting important leaks. In the case of the Iraq gun camera footage, the process began with using volunteers to help decrypt the submitted file. Then they worked with Icelandic journalist Kristinn Hrafnsson to verify the video on the ground in Baghdad. Wikileaks says Hrafnsson found the two children who were injured in the attack, and has posted recent pictures and other documents. The whole story cost the organization about US $50,000, according to Julian Assange, the site’s co-founder.

[…] Every reporter understands that Wikileaks is the thin end of the wedge. If they can’t run a dangerous story, no one can.

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