Notas ao café…

O aniversário da Junta

Posted in notas ao café by JN on Abril 11, 2010


“Dictatorship”
Stephff, «The Nation»

A produção de droga está novamente em expansão em Burma (Myanmar). Larry Jagan, na Mizzima News Agency, escreve que a cultura da papoila aumentou de forma perigosa nas zonas de Burma controladas pelos militares e que este país é agora o segundo produtor mundial de ópio ilícito, logo a seguir ao Afeganistão. Segundo Jagan, os militares incentivam as comunidades rurais sob o seu controlo ao cultivo de papoila para financiar o exército. A formula de financiamento é simples: para serem deixados em paz, os produtores têm que pagar elevadas somas às autoridades locais para que os militares os deixem em paz.

A 27 de Março, comemorou-se o 65º aniversário do brutal regime da Junta Militar de Burma com uma impressionante parada militar na qual milhares de soldados juraram fidelidade à nação, à Junta Militar e ao General Than Shwe. Ele é o centro do poder em Burma; foi sua a decisão de transferir a capital para Nay Pyi Taw e construir uma cidade com largas avenidas e grandiosos palácios ministeriais onde há alguns anos apenas existia mato. Quando as eleições terão lugar, o destino de Aung San Suu Kyi, também serão decisões suas.


Michael Kountouris

Sobre este aniversário, escreve David Scott Mathieson, na Foreign Policy:

[…] There was much to celebrate as far as the Burmese military is concerned. The junta is confident in its hold on political power, monopoly over the economy, and near-complete neutralization of domestic opponents. The ideal conditions are in place to give the military junta its best-ever birthday present: continuing dominance over a future civilian parliament and continuing control of Burma’s 58 million people after the country’s elections, promised to take place this year. Everything the ruling junta, formally known as the State Peace and Development Council (SPDC), has been planning is methodically coming to fruition. The system it dubbed “disciplined democracy” is living up to its Orwellian name. And it shows no sign of changing.

Created at the end of World War II by a cabal of pro-Japanese nationalists and British-trained officers, the Burmese defense services, known as the Tatmadaw, were instrumental in safeguarding the weak central government against ethnic and communist insurgencies in the 1950s. In 1962, to secure its own interests and sideline bickering civilian politicians, the Tatmadaw staged a coup. The new junta nationalized almost all economic entities in the country, launching an era of xenophobic socialist rule under the leadership of Gen. Ne Win. […]

So, 65 years old this month, the military in Burma is not a state within a state — it has become the state. […]

The Tatmadaw could well continue to thrive under a civilian system it controls. The Army will do so at the expense of legitimacy, popular support, and honor. But that’s exactly why this year’s elections have been so carefully arranged — to ensure the right result. A free and fair election would most likely give the Tatmadaw its marching orders: out of power.

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