Notas ao café…

“Eclipse” aéreo

Posted in notas ao café by JN on Abril 21, 2010


Frederick Deligne, «Le Pelerin»

A crise europeia nos transportes aéreos diminui ontem e alguns corredores aéreos foram abertos, embora a nuvem vulcânica possa continuar a dificultar a vida a 6,8 milhões de viajantes com cerca de 95 mil voos que foram cancelados. França, Alemanha, Itália, Escócia e Holanda, entre outros, permitiram voos limitado para esta terça-feira. Outros países optaram por abrir os respectivos espaços aéreos, mas manter os aeroportos fechados. Esteve previsto que cerca de 55 por cento por cento dos voos regulares seriam efectuados, segundo a agência de tráfego aéreo Eurocontrol. Sexta-feira é previsto que a normalidade regresse à maioria dos aeroportos.

A erupção do Eyjafjallajökull parece ser agora mais fraca do que no último fim-de-semana. Segundo a BBC, os aeroportos britânicos vão reabrir. Espera-se agora que os ventos levem as nuvens de poeira para fora do espaço europeu.


Peter Broelman

Os Ministros dos Transportes da UE decidiram, na segunda-feira, reabrir parcialmente o espaço aéreo europeu. Este será dividido em três zonas, dependendo da concentração de cinzas, e cada uma destas zonas só será encerrada se determinada concentração de poeiras for ultrapassado. As decisões serão baseadas em imagens de satélite e outros dados. A UE já foi severamente criticado por várias companhias transportadoras por não tomar medidas mais cedo e por não ter mostrado liderança. A UE reconheceu a “deficiente”  forma como a decisão de encerrar muito do espaço aéreo da Europa foi decidida.

Num assunto em que a segurança deve ser sempre a prioridade, nem todos estão de acordo com as críticas lançadas à UE; na dúvida o melhor é agir com a maior das precauções. As empresas são responsáveis por suas decisões económicas e conscientemente devem assumir certos riscos. Mas quando o assunto é o encerrar o espaço aéreo, a preservação de vidas humanas, os políticos e gestores têm que estabelecer limites determinados com base nos melhores dados obtidos. Quando se trata de situações em que os dados têm um certo grau de incerteza, não será um erro de tomar uma decisão que peca pelo lado da segurança, mesmo quando esta possa resultar em prejuízos financeiros elevados.

Mas o Eyjafjallajökull originou mais debate. O que se está actualmente a passar mostrou que a Europa está mal preparada para responder a crises deste tipo. Cientistas europeus querem um implementar sistemas para medir as emissões vulcânicas de forma a poderem ser monitorizadas e estudadas a fundo. Ao mesmo tempo um outro debate nasceu: a do transporte ferroviário. O Parlamento Europeu percebeu o óbvio: a Europa precisa de mais e melhores comboios.


Chappatte, «Global Cartoons»

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