Notas ao café…

Merkel e os gregos

Posted in notas ao café by JN on Abril 27, 2010


Chappatte, «NZZ am Sonntag»

A Grécia requereu oficialmente uma ajuda financeira de 45 mil milhões de euros à União Europeia e ao FMI, para cumprir encargos relacionados com a sua dívida pública. A UE deverá contribuir com um total de 30 mil milhões de euros, a juros de cinco por cento, mais baixos do que os do mercado, e o FMI com 15 mil milhões de euros. A Alemanha deverá comparticipar com 8,4 mil milhões de euros. E é a Alemanha que continua a ser a mais céptica sobre a ajuda à Grécia. Angela Merkel já advertiu que o apoio ainda não é algo garantido e que Berlim imporá “rigorosas condições” para conceder a referida ajuda, e que a fará depender das garantias de aplicação de medidas de austeridade na Grécia. A Sra. Merkel diz que é importante que a Grécia prove a sua credibilidade porque essa é a forma de recuperar a força económica e financeira a longo prazo e Berlim só ajudará Atenas se for apresentado um programa de crescimento económico credível.

É na Alemanha, país que mais contribuirá, que as opiniões mais se dividem. Segundo a Der Spiegel, em alguns sectores dentro do governo alemão cresce o sentimento de que a Grécia devia sair da zona euro e muitos críticos da moeda europeia comum afirmam que a ajuda financeira à Grécia é uma violação dos tratados europeus e pretendem apresentar o caso ao Tribunal Constitucional alemão.


Michael Kountouris

Michael Schuman, no The Curious Capitalist, escreve que as nações da UE devem investir mais e ajudar as mais pobres; uma forma de colmatar as grandes disparidades da zona euro:

[I]t’s easy to blame Greece for its own problems, that Athens financially mismanaged its affairs and created its own debt bomb. But at the same time, there are two Eurozones emerging, one with stronger economies (Germany, France), the other with a bunch of debt-ridden basket cases (Greece, Spain, Portugal). There is simply too much disparity between Eurozone countries. You have a Netherlands with unemployment at around 4% sharing the same currency with Spain, which has a jobless rate at 19%. While countries like Greece run large current account deficits, others, such as Germany, run big surpluses. Some parts of the Eurozone are just not as competitive as others, and being part of the Eurozone isn’t helping them become more competitive.

The steps being taken to solve the Greek crisis today are not in any way changing that bigger picture. Despite the lessons that should have been learned from the Greek debacle, there’s no movement towards dealing with the Eurozone’s weaker members in any fundamental way. Clearly there is a need for the Eurozone nations to get together and start proactively handling the debt problems of other members to avoid more Greek-style meltdowns in the future. But even more, what Greece, Spain, Portugal and others need isn’t bailout money from the rest of Europe, but the investment and jobs that would create healthier economic growth, increase tax revenue and take pressure off government budgets. What the Eurozone needs is a more comprehensive effort to encourage richer European nations to invest in and support the poorer ones. Until something like that happens, the Eurozone will remain unstable.


Martyn Turner, «The Irish Times»

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: