Notas ao café…

O esforço grego

Posted in notas ao café by JN on Maio 4, 2010


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

São 110 mil milhões de euros para a Grécia e com eles o primeiro-ministro George Papandreou espera resolver os problemas da dívida do seu país pelo menos para já. Mas há uma contrapartida: um plano de austeridade rigoroso, que vai obrigar os gregos a grandes sacrifícios. As medidas de austeridade incluem a supressão de bónus e a suspensão do 13º e do 14º mês na função pública, um aumento do IVA dos 21 por cento para os 23 por cento e um aumento de 10 por cento nos impostos sobre os combustíveis, álcool e tabaco. Medidas estão a ser muito mal recebidas nas ruas. As greves e manifestações repetem-se. Para esta quarta-feira está marcada mais uma greve geral.

A fatia de leão deste empréstimo vem dos parceiros da UE, 80 mil milhões de euros. Os outros 30 mil milhões vêm do FMI. É um empréstimo com a duração de três anos a uma taxa fixa de 5 por cento. O Banco Central Europeu deu um sinal positivo à Grécia, ao aceitar como garantia as obrigações da dívida pública. Isto apesar da classificação revista em baixa pelas agências de notação. Mas o BCE só aceita esta garantia porque acredita nos esforços do governo grego. Esforços que para muitos gregos são demasiados.


Joep Bertrams

A Der Spiegel escreve que o resultado da ajuda à Grécia será suficiente ainda é algo que está para se ver. A mesma Der Spiegel escreve, com ou sem razão, que a Grécia é apenas o início:

[…] The money would be well invested if Athens succeeds in getting its state finances under control within the three-year time period, through rigid austerity measures and successful economic management.

But if it doesn’t? Then the money, or at least some of it, will be gone. Then all the things that the rescue measures were intended to prevent could in fact transpire: Lenders would have to write off their claims, banks would have to be rescued once again, speculators would force the rest of the weak PIIGS nations (Portugal, Ireland, Italy, Greece and Spain) to their knees — and the euro would fall apart.

If that happened, the rescuers themselves would be at risk. Even Germany, in international terms a country with relatively sound finances, has amassed enormous debts. If it became caught up in the maelstrom of a euro crisis, the consequences would be unforeseeable. The credit rating of Europe’s strongest economy would be downgraded and Germany would have to pay higher and higher interest rates for more and more loans. Future generations would shoulder an even greater burden as a result. […]

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