O jogo da culpa

Wright, «The Detroit News»
O derrame de petróleo no Golfo do México, perigosamente próximo da costa americana, cresce a um ritmo constante dia a dia. Em Washington três empresas tentam explicar ao Senado o que correu mal. O presidente da BP americana, Lamar McKay, começou por afirmar que apenas 126 funcionários da Deepwater Horizon eram da BP. No processo além da BP estão a Transocean (quem operava a plataforma) e a Halliburton (responsável pela construção dos poços de petróleo) e como escreve Mark Mardell as audições transformaram-se num “jogo de culpa”.
A BP já assumiu a responsabilidade pela limpeza do derrame no Golfo do México, que poderá vir a ser a maior catástrofe ambiental na história americana. Em entrevista à Der Spiegel, o Director executivo da BP, Tony Hayward diz que embora a sua empresa esteja pronta a assumir os danos provocados pelo derrame, este não significa o fim da exploração em águas profundas:
SPIEGEL: The US government has banned oil drilling in any new areas off the US coast while the spill is being investigated. Does deep-sea drilling still have a future?
Hayward: I think it is understandable and right that government and industry should pause to reflect after this disaster — and that offshore (drilling) should only be pursued once public confidence in deep-water offshore (drilling) is restored. But I also believe that after a sensible debate, US legislators will come to the conclusion that the Gulf of Mexico and other offshore regions are a vital contributor to US energy security, and to meeting rising global demand for energy. […]

Vic Harville, «Stephens Media Group»


[…] o jogo das três empresas envolvidas — BP, Transocean e a Halliburton — em atirar a culpa do sucedido uma para as outras e comprometeu-se em aumentar a regulação das empresas que operam […]