Notas ao café…

O caso Cheonan

Posted in notas ao café by JN on Maio 21, 2010


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Uma investigação internacional ao incidente que provocou o afundar de um navio da marinha da Coreia do Sul, revelou que a causa terá sido um torpedo disparado por um submarino norte-coreano. O Presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, já garantiu que medidas serão tomadas contra a Coreia do Norte e os EUA prometeram que irão apoiar incondicionalmente o governo sul-coreano e que o regime de Pyongyang sofrerá “sérias consequências“, o que poderá significar em sanções por parte do Conselho de Segurança.

Analistas dizem que as opções de represália podem incluir mais sanções económicas e voltar a incluir a Coreia do Norte na lista dos países que apoiam o terrorismo. A Coreia do Norte rejeita as acusações classificando-as de “fabricações” e ameaçou com uma “guerra total” se o país for alvo de novas sanções.

Os acontecimentos e o aumento de tensão na região ameaçam complicar ainda mais as relações entre a China e os EUA, numa altura em a administração americana quer a apoio do governo chinês para novas sanções contra o Irão.

Uma questão que se coloca é se foi Kim Jong Il que ordenou o ataque ou não e então seria o resultado de um acto de insubordinação que reflecte o desastre que é o regime de Pyongyang. Ruediger Frank, um especialista em assuntos norte-coreanos, afirma que é  o segundo caso:

[…] Of all the possible scenarios for why North Korea would have been involved in the Cheonan incident, the one that should worry us the most is the possibility that it was NOT Kim Jong Il who gave the orders. […]

If the North Koreans torpedoed the ship, and if it was not done after a self-destructive order by Kim Jong Il, this may be proof of a destabilization of the current leadership in Pyongyang. Sinking the Cheonan without consent by the top leader would be an open act of insubordination. An autocratic leader who does not have his lieutenants under control becomes a liability to the system. It is fear and the unchallenged authority of the top that keeps an autocracy together. Many of us have argued that such considerations had allowed Kim Jong Il to take over power from his father so smoothly despite his very different personality: the elite knew that regime stability depended on a strong and undisputed leader, and he was the only realistic candidate for the job. […]


Martin Sutovek

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