EUA vs. BP

RJ Matson, «St. Louis Post-Dispatch»
Trinta e três dias depois da explosão da plataforma petrolífera da BP, o estado da Luisiana vive os seus piores receios. O petróleo continua a ser derramado no mar e a maré negra já atingiu mais de uma centena de quilómetros de costa e mais de 12 hectares de pântanos. Os cientistas avisam que mancha pode mesmo atingir a Florida ou Cuba, mas na Luisiana é certo: o crude alastra, obrigando a fechar as áreas de pesca umas após as outras. Cerca de cinco mil barris de petróleo são derramados todos os dias e a BP reconhece que a quantidade recolhida tem vindo a diminuir. A companhia está sob forte pressão de Washington e nas próximas horas deverá começar uma nova tentativa para fechar a fuga. Desta vez vai tentar injectar uma espécie de cimento para fechar o poço.
Segundo os peritos, apenas um ínfima parte do petróleo será recuperada. Para impedir males maiores, começaram a ser usados diluentes para transformar o crude em pequenas partículas, para impedir que destrua ainda mais pântanos onde a limpeza é impossível. As operações de limpeza já custaram mais de 760 milhões de dólares e a BP já recebeu mais de 23 mil queixas, nove pedidos de indemnização.

Paul Fell, «Artizans»
O Secretário do Interior, Ken Salazar, afirmou que se os esforços da BP forem considerados insuficientes, o governo americano deve tomar a liderança das operações e afastar a BP. E a falta de paciência para com a BP já alastrou a toda a administração americana.
No entanto, segundo o New York Times, desde o início do acidente com a plataforma da BP o governo americano já emitiu 19 certificados ambientais para projectos de perfurações no Golfo de México e 17 permissões para perfurações na costa americana. As permissões e certificados parecem contradizer a declaração do Presidente Obama, logo depois do acidente, de que não seriam autorizados novas perfurações na costa.

Ed Stein, «EdSteinInk.com»


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