Notas ao café…

A queda de uma líder

Posted in notas ao café by JN on Maio 26, 2010


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

Berlim quer pressionar a UE para uma maior regulação dos dos mercados financeiros e o governo da Chanceler Angela Merkel elaborou uma lista de propostas para reformular a moeda comum europeia. Desde suspender o direito ao voto em certas situações a regular o processo de falência dos países membros, há um pouco de tudo no plano da Sra. Merkel. No entanto o plano para introduzir uma “cultura de estabilidade” na zona euro, segundo a Sra. Merkel, não reúne consensos nos seus parceiros europeus e José Manuel Durão Barroso chegou mesmo a chamar ao plano do governo alemão “ingénuo“; para o Presidente da Comissão Europeia reformas ao tratado que apenas a Alemanha considera importantes são impensáveis. Além destas críticas, Durão Barroso critica Angela Merkel pela lentidão com que respondeu à crise grega.

Não são dias felizes para a Europa: os países precisam de crédito que não é fácil de conseguir e especialistas internacionais prevêem uma recuperação lenta do euro. E neste momento a pessoa da qual mais se esperava para conduzir a UE para fora da crise que atravessa é a mais criticada, Angela Merkel, a nível externo como interno. William Boston na Time, escreve que a Alemanha tenta salvar o euro sozinha, mas os seus esforços não estão a ser bem recebidos por todos. Os seus parceiros europeus estão irritados com a Chanceler, a oposição interna aumenta todos os dias, mesmo dentro do seu próprio partido. A Der Spiegel escreve que Angela Merkel é uma líder isolada e que a situação não augura melhorias:

[…] She has few friends left in Europe at the moment. The days are over when Merkel was feted at EU summits for her diplomatic skills. In the negotiations over aid for Greece she stubbornly resisted a rapid agreement, often resorting to a shrill tone that made her unpopular with the governments of many EU member states.

Merkel is no longer the celebrated euro star. […]


Hajo de Reijger

Em entrevista à Der Spiegel, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Joschka Fischer, é uma das vozes críticas à actuação de Angela Merkel durante esta crise. Para o Sr. Fisher, a Chanceler falhou o seu encontro com a História:

[…] Angela Merkel has had her rendezvous with history in recent weeks. But unlike (former Chancellor) Helmut Kohl after Nov. 9, 1989 and (former Chancellor) Gerhard Schröder after Sept. 11, 2001, she pretty much botched it. […]

Germany is more isolated in the EU than ever before but we Germans are still bearing the brunt of the financial burden while the French president is being celebrated for it. […]

The chancellor should have put forward her own proposal to rescue the euro, in coordination with France. We have a responsibility as Europe’s strongest economic power. The EU cannot solve its problems in the long run if Germany hides itself. We are paying a high price for our resistance. We are viewed with suspicion in the entire Mediterranean region, and are seen as villains in Greece. This is extremely deplorable given what our country has done for Europe so far. […]

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