Notas ao café…

Kingston explicada…

Posted in notas ao café by JN on Maio 27, 2010


Alex Falco, «Juventud Rebelde»

Na Jamaica, o mesmo governo que agora tenta deter Christopher “Dudus” Coke é o mesmo que sempre o tentou proteger da extradição. A violência que se instalou em Kingston e nos seus subúrbios, que já fez pelo menos 44 mortos, é um teste ao governo deste país e um ao qual poderá não sobreviver, como escreve Tim Padgett na Time.

Quando Bruce Golding, primeiro-ministro da Jamaica, fez um discurso na televisão nacional para anunciar sua intenção de capturar “Dudus” Coke e extraditá-lo para os EUA — onde este é procurado por tráfego de arma e drogas — fez alusões às fortes pressões a que foi sujeito, por parte do governo americano, para extraditar o Sr. Coke. O que o Sr. Golding não fez alusão no seu discurso, foi às obscuras relações entre a organização do Sr. Coke e o seu próprio partido, o Jamaica Labour Party, e que durante nove meses tudo fiz para impedir a sua extradição e chegou mesmo a tentativas de pressionar Washington para que as acusações fossem retiradas.

Segundo um editorial do Jamaica Observer, a actual violência é o resultado inevitável da longa relação entre os líderes políticos da Jamaica e o mundo da droga:

[…] For a long time we have been heading for an explosion as those who have held the reins of government have given succour to criminals in their blinkered thirst for political power. […]

Over the past three decades, politicians have shown very little, if any, political will to deal decisively with gangs, crime, and violence, despite the almost daily pious outpourings from some among them who would have us believe that they are righteous and that they truly care about the welfare of the majority of Jamaicans.

Maybe this unfortunate conflict will serve as a wake-up call to all well-thinking Jamaicans that we need to ensure that those who come to us for our votes are not tainted. Their lives should be opened up for scrutiny and their abilities and intentions tested by the electorate. […]

No Newsbook escreve-se que a actual violência terá sido o principal motivo para Bruce Golding ter tentado impedir a extradição de Christopher “Dudus” Coke e que a única forma que o primeiro-ministro têm de restaurar a ordem sem a colaboração do Sr.Coke  — que facilmente pode fazer escalar ainda mais a violência — é através de algum “malabarismo judicial”:

[…] The standoff could be resolved peacefully, as some reports claim Mr Coke’s lawyers are talking to American officials. He might feel safer in American hands than in the local prison where his father, from whom he is believed to have inherited control of the Shower Posse gang, burnt to death in 1992 while awaiting his own extradition. If he doesn’t surrender, however, more bloodshed is likely to ensue. […]

The only other way for Mr Golding to restore calm without Mr Coke’s consent is by legal acrobatics. The courts will hear a challenge to the extradition will be heard on May 31st. Before acceding to the request, the prime minister had contended that the wiretapping evidence on which it was based was illegal. Peter Phillips, a leading opposition member, said last Thursday that Mr Golding’s about-face could “by chance or design” undermine the legal case for sending Mr Coke to America—thus letting the prime minister off the hook.


“Crime Industry”
Dario Castillejos

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