Notas ao café…

“Top Kill” falha

Posted in notas ao café by JN on Junho 1, 2010


Olle Johansson

A operação “Top Kill”, a última tentativa da BP em parar o derrame de petróleo no Golfo do México falhou e várias técnicas e 766 milhões de euros depois, a BP vai agora tentar serrar e extrair o tubo do poço petrolífero com a fuga e substituí-lo por uma tampa. No entanto, este novo método não oferece uma solução imediata para estancar a fuga e pode mesmo aumentar até 20 por cento a quantidade de combustível libertado para o Golfo como reconheceram responsáveis da BP e da administração americana. Tudo porque a operação inclui remover uma secção do tubo onde está montado um dispositivo mecânico que limita o fluxo.

A BP estima que só em Agosto a situação esteja resolvida e a Casa Branca admite que esta é a pior catástrofe natural de sempre no país e tenta a todo o custo o controle de danos mas as acusações que a BP continua a esconder o que realmente se está a passar e o governo americano o permite continuam. Para Frank Rich, no New York Times, o que se passa no Golfo do México é algo bem pior do que o furação Katrina de George W. Bush:

[…] Obama was elected as a progressive antidote to this discredited brand of governance. Of all the president’s stated goals, none may be more sweeping than his desire to prove that government is not always a hapless and intrusive bureaucratic assault on taxpayers’ patience and pocketbooks, but a potential force for good. […]

We expect him to deliver on this core conviction. But the impact on “the people” of his signature governmental project so far, health care reform, remains provisional and abstract. Like it or not, a pipe gushing poison into an ocean is a visceral crisis demanding visible, immediate action. […]


John Darkow, «Columbia Daily Tribune»

Para Eugene Robinson, no Washington Post, é altura de repensar a relação entre o desenvolvimento económico e a protecção ambiental:

[…] Barack Obama is, in many admirable ways, our most progressive president in decades. But as an environmentalist, let’s face it, he’s no Richard Nixon. Before the Deepwater Horizon rig exploded — allowing, by some estimates, as many as a million gallons of crude oil to gush into the Gulf of Mexico each day for more than a month — Obama had announced plans to permit new offshore drilling. “I don’t agree with the notion that we shouldn’t do anything,” Obama said at the time. “It turns out, by the way, that oil rigs today generally don’t cause spills. They are technologically very advanced.” […]

Obama has rethought his enthusiasm for offshore drilling. Now he, and the rest of us, should rethink the larger issue — the trade-off between economic development and environmental protection. In the long run, our natural resources are all we’ve got. Defending them must be a higher priority than our recent presidents, including Obama, have made it.

Energy policy is one of Obama’s priorities. He talks about “clean coal,” which I believe to be an oxymoron, and favors technologies — such as carbon capture and sequestration — that are new and untested. The environmental risks must be a central and paramount concern, not a mere afterthought. […]


Theo Moudakis, «Toronto Star»

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