Notas ao café…

Eterna divisão

Posted in notas ao café by JN on Junho 3, 2010

2 de Junho: Um soldado do Exército sul-coreano está de guarda na fronteira de facto entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul na aldeia de Panmunjom, localizada na província de Gyeonggi, que separa os dois países deste a Guerra da Coreia e onde foi assinado o armistício que colocou fim à guerra, em 1953 (Wally Santana/AP).

Com o caso do ataque de Israel a uma frota de navios que levava apoio humanitário para Gaza, o mais recente conflito entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, que ameaçou uma nova guerra na zona, parece ter sido esquecido. No entanto ele está ainda bem presente na Coreia do Sul e as eleições locais neste país são também um teste à actuação do Presidente Lee Myung-bak durante esta crise.


Chappatte, «NZZ am Sonntag»

Além de ter desaparecido, ou praticamente, dos jornais o discurso do próprio Presidente sul-coreano também foi alterado e é mais moderado actualmente e mesmo as sanções decretadas contra a Coreia do Norte foram “aliviadas”, como escreve o Korea Times:

[…] During a Cabinet meeting Tuesday, Lee unveiled his view on national security, saying it has become a major topic after the ship sinking near the maritime border in the West Sea on March 26. The tragedy claimed the lives of 46 sailors.

“When we say national security, words such as confrontation or face-off tend to come to our minds. I think now is the time for us to chart a security strategy that can usher the nation into reunification,” he said.

Lee put priority on reunification, not confrontation, at a time when tensions are mounting on the peninsula.

Observers speculate that his remarks may imply that the government will take a step back strategically, to avoid war on the peninsula.

Todas as evidências mostram que a Coreia do Norte esteve por trás do incidente com o navio da marinha de guerra sul-coreano, que causou a morte de 46 marinheiros sul-coreanos, mas os dois governos já perceberam que pouco terão a ganhar com o prolongar da tensão e muito menos com uma escalda militar e mais uma vez o status quo com mais de meio século foi mantido.


Farhad Foroutanian

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