Notas ao café…

Israel & Hamas vs. Gaza

Posted in notas ao café by JN on Junho 7, 2010


Daryl Cagle, «MSNBC.com»

O navio de bandeira irlandesa “Rachel Corrie”, que transportava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, chegou ao porto israelita de Ashdod no sábado, depois de ser interceptado pela marinha de Israel. As autoridades israelitas afirmaram que os activistas a bordo do barco não ofereceram resistência e que a abordagem foi pacífica. Entretanto Israel iniciou o repatriamento dos 11 passageiros e oito tripulantes do “Rachel Corrie”.

Israel também rejeita qualquer tipo de investigação internacional sobre morte de activistas durante a acção contra o “Mavi Marmara”; numa entrevista à uma cadeia de televisão americana Fox News, o embaixador de Israel em Washington, Michael Oren, afirmou que além de não aceitar a investigação internacional, Isarel não pedirá desculpas formais à Turquia.

Ulrike Putz, na Der Spiegel, escreve que o problema da ajuda humanitária à Faixa de Gaza não está só no lado israelita. Segundo Putz, o Hamas apenas permite que produtos de primeira necessidade entrem no território e apenas com determinadas condições — a distribuição tem que estar sobre o seu controlo. Como escreve Putz, a ajuda nem sempre é bem-vinda a Gaza principalmente quando a luta é o poder, ou seja, quem está com a Fatah pouco ou nenhum acesso a esses bens terá:

[…] “People who are not in with Hamas don’t see any of the relief goods or the gifts of money,” Khadar says. On the sand dune where his house once perched, there is now an emergency shelter. The shelter is made of concrete blocks that Khadar dug from the rubble, and the roof is the canvas of a tent that provided the family with shelter for the first summer after the war. “Hamas supporters get prefabricated housing, furnishings and paid work. We get nothing,” Khadar complains. […]

The bulk of the goods, which were temporarily confiscated, have since been released by Israel and brought to the Gaza border. But now there’s another problem: Hamas is playing politics. The autocratic rulers of the Gaza Strip have placed conditions on aid delivery. The goods are not to be brought into the territory piece by piece, but all at once. All or nothing. By making these demands Hamas wants to ensure the building materials are all handed over. Since the end of the war Israel has impeded delivery of cement and steel because these items could be used for military facilities, including tunnels and bunkers. […]


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

Mas, e segundo Putz, não é apenas Israel ou o Hamas que não vêem a ajuda com bons olhos; com uma economia em ruínas e elevados níveis de desemprego, a ajuda também é vista por alguns como mais um factor que contribuiu para mais desemprego:

There are people in Gaza though who will never be happy about the arrival of the aid. “Everything that arrives here, and is distributed free of charge, is bad for business,” says one Palestinian pharmacist, who studied in Germany but preferred not to give his name for fear of reprisals. Every medicine and every toy that well-meaning Westerners donate endanger the few jobs that still remain in Gaza, he explains. A colleague at another pharmacy agrees. “We are being bred into dependency,” he says, repeating the universal adage that guides international aid: “If you give a man a fish, you feed him for a day. But if you give him a fishing rod, you feed him for a lifetime.” […]


Olle Johansson

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