O fundo da BP

Olle Johansson
Depois de uma reunião de quatro horas na Casa Branca com os principais executivos da BP, o Presidente Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira que a petrolífera concordou em estabelecer um fundo de compensação no valor de 20 mil milhões de dólares (16.300 milhões de euros ) para pagar indemnizações aos afectados pela maré negra no golfo do México. O Presidente americano confirmou que o dinheiro será depositado numa conta caucionada, movimentada por uma comissão independente, chefiada pelo advogado Kenneth Feinberg, que também foi o responsável pelo fundo de compensação às vítimas dos ataques de 11 de Setembro de 2001. Segundo as mais recentes estimativas, o equivalente a cerca de 60 mil barris de petróleo são derramados para o Golfo do México por dia.
O Presidente Obama aproveitou o discurso para incentivar os americanos a envolverem-se numa mudança de comportamento para que o país ultrapasse a dependência dos combustíveis fósseis e avance para uma economia assente em energias alternativas, limpas e renováveis.

Ed Stein, «EdSteinInk.com»
Comentadores afirmam que o discurso do Presidente Obama não demonstrou a mesma firmeza de anteriores, como no caso da reforma do sistema de saúde, não endossou o projecto de lei do Senado e manteve a expressão “alterações climáticas” ausente do seu discurso. Michael Crowley, na Time, escreve:
[S]ince Obama’s inability to stop the leak limited the power of his address, he did his best to make the moment one about something larger: a shift away from fossil fuels that would make deepwater drilling obsolete, as well as limiting the pace of climate change. This is where his strengths would come in. Sweeping energy reform is a matter of offering a big vision, mustering political will and grappling with complex intellectual and policy questions. [..]
No Congresso, quatro das maiores petrolíferas do mundo — Exxon Mobil, Chevron, Shell e ConocoPhillips — decidiram quebrar o silêncio e acusaram a BP de ter agido de forma errada na exploração da Deepwater Horizons afirmando que nunca cometeriam os mesmo erros que a BP.

Olle Johansson


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