Um guarda-redes

29 de Junho: O guarda-redes da selecção portuguesa, Eduardo, é consolado no final do jogo com a Espanha. Eduardo foi um dos melhores da selecção portuguesa e destacou-se em todos os jogos ultrapassando as desconfianças que o rodeavam; sai da África do Sul com apenas um golo sofrido, de autoria de Villa, o maestro do jogo, a quem o El País chama “Un duende inesperado” (foto: Getty Images).
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É um excelente guarda-redes, posição que na selecção foi sempre motivo de incertezas, mas graças ao Eduardo isso mudou significativamente. Jogamos bem em grande parte do primeiro tempo, sem dúvida, e pelo menos à altura duma Espanha que leva sua táctica perto da perfeição, o que no nosso caso é difícil manter durante mais do que 45 mins. A táctica do Queiroz não foi totalmente errada, só que deviam ter jogado com mais opções dentro do próprio jogo, porque nestas equipes que se anulam no meio-campo o que conta são as supresas.
O Eduardo evitou que tivessemos sofrido mais golos e por isso merece um grande respeito, além de ser um atleta humilde e de carácter. Perder com a Espanha, com esta Espanha não é nenhuma vergonha, mas foi mau sair já nos oitavos-de-final, quando o nosso colectivo – seja a táctica adequada ao plantel ou não – estaria para muito mais.
Eduardo sofreu um golo, mas sejamos a favor dele no sentido de ter sido um lance de fora-de-jogo, embora eu tenha de admitir que apenas o reconheci na repetição, e não em tempo real.
Que tal se voltássemos a um futebol de ataque, com um meio-campo mais ofensivo, já que agora provamos que defendemos bem? Rumo ao Euro 2016…
Eduardo, foste o melhor jogador de Portugal, choramos contigo.
Ronaldo és uma vergonha, se queres ser famoso que o sejas com dignidade para com o teu País, porque tu não és espanhol, mas jogaste pela Espanha.
Bem haja Eduardo, és o melhor guarda-redes do Mundo e deste muita alegria ao povo português, que tão triste, desanimado e revoltado anda.
Obrigada