Notas ao café…

Os mitos da austeridade

Posted in notas ao café by JN on Julho 5, 2010

A política de austeridade que os países da zona euro querem ou estão a implementar é um caminho que a Irlanda tomou dois anos atrás depois de um colapso económico que obrigou o país tomar medidas: cortes na despesa pública e o aumento de impostos, o tipo de medidas que os mercados financeiros querem que a maior parte dos países sigam. Mas, e como escreve o New York Times, estas medidas de austeridade, além de não terem resultado, fizeram aumentar a crise no país:

[…] Rather than being rewarded for its actions, though, Ireland is being penalized. Its downturn has certainly been sharper than if the government had spent more to keep people working. Lacking stimulus money, the Irish economy shrank 7.1 percent last year and remains in recession.

Joblessness in this country of 4.5 million is above 13 percent, and the ranks of the long-term unemployed — those out of work for a year or more — have more than doubled, to 5.3 percent. […]


“I Survived the 2008 Crisis”
Frederick Deligne

Paul Krugman, se já antes tinha criticado a política de austeridade de Angela Merkel por achar que as medidas vinham cedo demais o que poderia colocar em perigo o crescimento económico, na sua coluna do New York Times escreve sobre os “mitos da austeridade”; para o Professor Krugman as políticas de austeridade apenas vão prejudicar ainda mais os cidadãos e em nada irão ajudar a economia:

[…] Ireland has been a good soldier in this crisis, grimly implementing savage spending cuts. Its reward has been a Depression-level slump — and financial markets continue to treat it as a serious default risk. Other good soldiers, like Latvia and Estonia, have done even worse — and all three nations have, believe it or not, had worse slumps in output and employment than Iceland, which was forced by the sheer scale of its financial crisis to adopt less orthodox policies.

So the next time you hear serious-sounding people explaining the need for fiscal austerity, try to parse their argument. Almost surely, you’ll discover that what sounds like hardheaded realism actually rests on a foundation of fantasy, on the belief that invisible vigilantes will punish us if we’re bad and the confidence fairy will reward us if we’re good. And real-world policy — policy that will blight the lives of millions of working families — is being built on that foundation.

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