Notas ao café…

Objectos e o pensamento

Posted in notas ao café by JN on Julho 6, 2010


Singer, «No Exit»

O Not Exactly Rocket Science, da Discover, apresenta-se um estudo que afirma que aquilo em que tocamos afecta o nosso julgamento e as nossas decisões. Segundo Joshua Ackerman do MIT, quando pegamos num objecto podemos pensar que o estamos a manipular, mas de certa forma é o objecto que nos manipula. Através de seis experiências, Ackerman demonstrou que as propriedades de que nos apercebemos através do tacto — textura, dureza, peso — podem influenciar a forma como nós pensamos.

O peso está ligado à importância e carregar objectos pesados faz com que os voluntários em entrevistas fossem mais sérios e considerassem os problemas sociais como os mais prementes. A textura está ligada à dificuldade e aspereza. O contacto com lixas fazem com que a iteração social seja fosse mais adversa e contraditória enquanto que que a madeira lisa tornou essa iteração mais fácil e amigável. Por fim, a dureza está associada com rigidez e estabilidade. Quando sentados numa cadeira dura e pouco confortável, negociadores assumem posições mais duras e intransigentes, mas sentado em lugares mais confortáveis, tornam-se mais flexíveis.

Escreve Ed Yong:

[…] In all six experiments, the effects were very specific. People deemed conversations to be stricter after touching a hard object, but not more positive. Heavy boards make interview candidates seem more serious but not more sociable. As Ackerman says, “These findings emphasize the power of that unique adaptation, the hand, to manipulate the mind as well as the environment.” And the last study with the chair suggests that even our buttocks have some sway over our minds.

According to Ackerman, these effects happen because our understanding of abstract concepts is deeply rooted in physical experiences. Touch is the first of our senses to develop. In the earliest days of our lives, our ability to feel things like texture and temperature provides a tangible framework that we can use to understand more nebulous notions like importance or personal warmth. Eventually, the two become tied together, so that touching objects can activate the concepts that they are associated with. […]


Angel Boligan, «El Universal»

Uma resposta

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  1. Tiago said, on Julho 6, 2010 at 10:36 am

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