Notas ao café…

The Polanski Affair

Posted in notas ao café by JN on Julho 19, 2010

A recusa do pedido de extradição de Roman Polanski para os EUA deixou as autoridades deste país, além de perplexas, irritadas. As autoridades suíças justificam-se dizendo que a decisão não deve ser encarada como um veredicto sobre a culpa ou inocência do realizador; deve-se apenas ao facto de as autoridades suíças terem duvidas se Roman Polanski já tinha cumprido a sentença original ou não.


Nate Beeler, «The Washington Examiner»

Talvez se o Sr. Polanski não fosse o Sr. Polanski — fosse apenas mais um mortal — tudo seria diferente, como escreve Katha Pollitt na The Nation. Eugene Robinson, no Washington Post, escreve:

[…] Polanski and his lawyers claimed that the sex was consensual. That’s absurd as a legal argument, since the girl was too young to give her consent. But the girl’s grand jury testimony makes clear that this was anything but a no-fault romp. She testified that Polanski, on the ruse of photographing her and wanting to make her a star, persuaded her to pose nude and then assaulted her. […]

The decision by Switzerland to release the artist from his gilded cage was based on a technicality. The issue was “not about deciding whether he is guilty or not guilty,” Justice Minister Eveline Widmer-Schlumpf said. She’s right; Polanski is guilty by his own admission. What the Swiss have decided is that despite admitting his crimes and fleeing from U.S. justice, Polanski will never have to be punished.

It’s relevant that Polanski has never shown remorse. He claimed in a 1979 interview that he was being hounded because “everyone wants to [have sex with] young girls.” It’s irrelevant that the victim, now a middle-aged woman, has no interest in pursuing the case and reliving a traumatic episode. What matters is what Polanski admitted doing to her 33 years ago […]

O fato das autoridades suíças terem recusado a extradição de Roman Polanski não é um indicador de forma alguma da sua suposta ou real culpa. Mesmo assim, para muitos será sempre algo que terá um sabor amargo e não porque é um delito já com 33 anos que não foi punido, algo que até é comum e por diferentes motivos, mas porque o status cultural do infractor pode ter entrado em consideração. Não foi o grande cineasta Roman Polanski que foi libertado da prisão domiciliar, apenas um pequeno homem que abusou uma menina de 13 anos de idade há 33 anos atrás.


Steve Breen, «The San Diego Union-Tribune»

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