Notas ao café…

Valores tradicionais

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Politicamente falando, o Japão está cada vez mais perto da situação de um país ingovernável e o primeiro-ministro Naoto Kan, no cargo há pouco de mais de um mês acabou de perder o controlo do Parlamento, o que só lhe irá dificultar ainda mais a sua governação.

No Japão não são só os eleitores que estão a mudar o comportamento; outros sectores desta sociedade seguem o mesmo padrão, só que ao contrário e para pior. Um desse é o desporto e mais precisamente a sagrada arte do Sumo que é a mais recente vítima do crime organizado.

Dezenas de lutadores de Sumo e os respctivos treinadores admitiram publicamente fazerem apostas em jogos de baseball, mah-jong e de cartas nas casas de apostas controlas pela Yakuza, a mafia japonesa. Mas as relações com a Yakuza não ficam por aqui: muitos lutadores foram patrocinados por membros da Yakuza.

No entanto as acusações são um embaraço para o Sumo, e estes atletas que praticam um tipo de luta que se crê que tenha mais de 1500 anos, estão obrigados a um comportamento ético irrepreensível e representam os mais elevados valores tradicionais japoneses. Este escândalo e outros que ocorreram levaram Hiroshi Murayama, o seu líder, rodeado de lutadores a pedir desculpas na arena do torneio de Nagoya. Pela primeira vez em 25 anos havia lugares vazio neste torneio que por pouco não foi cancelado.

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