A geopolítica do iPhone

Milt Priggee
Brian Fung escreve sobre a forma como os novos aparelhos da Apple, e similares, estão a mudar a geopolítica do mundo e nem sempre para o melhor. Fung começa no início, num dos materiais necessários para a construção de um iPhone e de todos os telemóveis, computadores portáteis e outros dispositivos electrónicos: o coltan; um material praticamente desconhecido até há pouco, transformou-se no novo ouro negro do continente africano, especialmente na República Democrática do Congo. Sob a vigilância das milícias rebeldes, até as crianças extraem este material de forma perigosa nas minas.
Fung prossegue nos locais de produção; a maior parte do iPhones são fabricados na China por uma empresa com sede em Taiwan, a Foxconn que recentemente se viu forçada a aumentar os salários dos seus funcionários chineses em 30 por cento após uma série de suicídios nas suas fábricas. Fung destaca ainda o papel crescente que o novo iPhone tem nos meios militares e o papel positivo na Educação com as enormes possibilidades que se abrem com o ensino à distância.
Na Newsweek, Alan Mascarenhas levanta mais uma vez a questão do coltan e de outros minerais extraídos das minas no Congo controladas por diferentes milícias e que não olham a meios para os obter:
[…] Hewlett-Packard, for example, says, “[T]hese issues are far removed from HP, typically five or more tiers from our direct suppliers.” Nonetheless, it “expects” suppliers to operate in a manner that does not directly support armed conflict. The company also claims to possess repeated assurances from capacitor suppliers that they do not use Congo-sourced tantalum (although it remains unsure where the tantalum comes from).
Replying personally on his iPhone to a concerned customer last month, Apple CEO Steve Jobs made similar points: “We require all of our suppliers to certify in writing that they use conflict-[free] materials. But honestly there is no way for them to be sure. Until someone invents a way to chemically trace minerals from the source mine, it’s a very difficult problem.” And Microsoft has said that a “conflict mineral free supply chain is a priority.”
The minerals trade already suffers from a lack of international enforcement. A U.N.-approved certification scheme known as the Kimberley Process currently operates to prevent blood diamonds from entering mainstream markets (one requirement is that diamonds be shipped in tamperproof containers). […]

Oguz Gurel


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