Notas ao café…

Conferência de Cabul

Posted in notas ao café by JN on Julho 22, 2010


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Apesar de todos os problemas que os militares ocidentais enfrentam no terreno, de um Presidente fraco e  um governo emerso em corrupção, os países membro da NATO querem uma data para a saída do Afeganistão e adiantaram a data de 2014 para a retirada. E na conferência internacional em Cabul, o Presidente afegão Hamid Karzai comprometeu-se a ter as forças de segurança afegãs aptas para assegurar as operações militares no país em 2014 e pediu que 50 por cento dos fundos destinados a preparar as forças sejam controladas pelo governo — actualmente são 20 por cento. O New York Times escreve que a data avançada pelo Presidente (em acordo do que pretende a NATO), além de não ter efeitos vinculativos é praticamente impossível de atingir, embora possa ajudar a reforçar o apoio político em países onde a guerra no Afeganistão é cada vez mais impopular.

Antes da conferência, Hillary Clinton encontrou-se com o Presidente Karzai para discutir o período de transição, a reintegração de antigos guerrilheiros Taliban e a corrupção. A Sra. Clinton também afirmou que os direitos das mulheres afegãs não serão esquecidos durante a discussão do (possível) processo de reconciliação com os Taliban. Segundo o The Guardian, a administração Obama planeia apoiar a decisão do Presidente Karzai negociar com líderes Taliban através de intermediários.


Chan Lowe, «Sun-Sentinel»

Em Cabul todos perceberam que o Afeganistão está ainda longe de assegurar a sua própria segurança e a data inicial de retirada, 2011, tem que ser abandonada, como escreve a Time. A reafirmar esta situação, o Secretário-Geral da NATO Anders Rasmussen, afirmou que o Afeganistão irá precisar de apoio da NATO, mesmo depois do exército afegão ter assumido a segurança no país. Em entrevista o Sr. Rasmussen diria que espera mais e maiores combates e baixas e que o mundo sobrestimou a missão militar afegã.

Na Newsweek, Richard N. Haass, Presidente do Council on Foreign Relations, não parece concordar com Anders Rasmussen. Para o Sr. Haass a guerra no Afeganistão é uma causa perdida; as forças aliadas não estão a ganhar no terreno e não vale o esforço e os EUA e aliados devem é centrar a atenção no Paquistão.


John Sherffius, «Boulder Daily Camera»

A The Economist escreve:

[…] Sadly for Afghanistan, the majority view among diplomats and the country’s long-term observers is that success is probably not possible. The foreign powers are thought to lack the stamina it would take to stand up an Afghan government capable of withstanding a resilient insurgency while holding its own in a region of meddlesome neighbours. […]

For these reasons, many of the delegates are putting their hopes in a grand political deal with insurgents. Their idea is to trade legitimacy for stability, so as to allow their own troops to go home. The most hard-nosed realists, including some of the diplomats sitting behind their foreign-minister bosses, say that extraordinary compromises will have to be made, particularly on women’s rights. Perhaps even the country’s territory would have to be traded away: the south handed to the Taliban, the north to a grizzly collection of old warlords, with only a token national government left in Kabul. […]

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: