Paresh Nath, «The Khaleej Times»
Apesar de todos os problemas que os militares ocidentais enfrentam no terreno, de um Presidente fraco e um governo emerso em corrupção, os países membro da NATO querem uma data para a saída do Afeganistão e adiantaram a data de 2014 para a retirada. E na conferência internacional em Cabul, o Presidente afegão Hamid Karzai comprometeu-se a ter as forças de segurança afegãs aptas para assegurar as operações militares no país em 2014 e pediu que 50 por cento dos fundos destinados a preparar as forças sejam controladas pelo governo — actualmente são 20 por cento. O New York Times escreve que a data avançada pelo Presidente (em acordo do que pretende a NATO), além de não ter efeitos vinculativos é praticamente impossível de atingir, embora possa ajudar a reforçar o apoio político em países onde a guerra no Afeganistão é cada vez mais impopular.
Antes da conferência, Hillary Clinton encontrou-se com o Presidente Karzai para discutir o período de transição, a reintegração de antigos guerrilheiros Taliban e a corrupção. A Sra. Clinton também afirmou que os direitos das mulheres afegãs não serão esquecidos durante a discussão do (possível) processo de reconciliação com os Taliban. Segundo o The Guardian, a administração Obama planeia apoiar a decisão do Presidente Karzai negociar com líderes Taliban através de intermediários.
Chan Lowe, «Sun-Sentinel»
Em Cabul todos perceberam que o Afeganistão está ainda longe de assegurar a sua própria segurança e a data inicial de retirada, 2011, tem que ser abandonada, como escreve a Time. A reafirmar esta situação, o Secretário-Geral da NATO Anders Rasmussen, afirmou que o Afeganistão irá precisar de apoio da NATO, mesmo depois do exército afegão ter assumido a segurança no país. Em entrevista o Sr. Rasmussen diria que espera mais e maiores combates e baixas e que o mundo sobrestimou a missão militar afegã.
Na Newsweek, Richard N. Haass, Presidente do Council on Foreign Relations, não parece concordar com Anders Rasmussen. Para o Sr. Haass a guerra no Afeganistão é uma causa perdida; as forças aliadas não estão a ganhar no terreno e não vale o esforço e os EUA e aliados devem é centrar a atenção no Paquistão.
John Sherffius, «Boulder Daily Camera»
A The Economist escreve:
[…] Sadly for Afghanistan, the majority view among diplomats and the country’s long-term observers is that success is probably not possible. The foreign powers are thought to lack the stamina it would take to stand up an Afghan government capable of withstanding a resilient insurgency while holding its own in a region of meddlesome neighbours. […]
For these reasons, many of the delegates are putting their hopes in a grand political deal with insurgents. Their idea is to trade legitimacy for stability, so as to allow their own troops to go home. The most hard-nosed realists, including some of the diplomats sitting behind their foreign-minister bosses, say that extraordinary compromises will have to be made, particularly on women’s rights. Perhaps even the country’s territory would have to be traded away: the south handed to the Taliban, the north to a grizzly collection of old warlords, with only a token national government left in Kabul. […]