A nova fuga

Dave Granlund, «Politicalcartoons.com»
O Wikileaks — um site dedicado a publicar documentos secretos para denunciar a corrupção dos estados — cedeu mais de 91 mil documentos secretos sobre a guerra no Afeganistão. Estes documentos foram divulgados pelo New York Times, The Guardian e a revista alemã Der Spiegel que tiveram acesso há semanas a estes documentos sobre o conflito entre Janeiro de 2004 e Dezembro de 2009. Embora o NY Times o Guardian tenham publicado os documentos, apontam o facto do que é revelado pela Wikileaks pode não ser completamente fiável
A administração americana condenou a publicação destes documento por estes poderem colocar em risco as vidas dos americanos e serem uma ameaça à segurança nacional, disse o general James L. Lone, conselheiro de defesa da Casa Branca. Os documentos sugerem que a situação no terreno é mais delicada do que a administração americana anuncia. São um conjunto de relatórios secretos das forças militares no terreno que contêm informações detalhadas sobre vários aspectos do conflito, como o real número de baixas entre os civis, a real capacidade militar dos Taliban ou o uso de forças especiais concentrada em encontrar líderes dos taliban para os “matar ou capturar” sem um julgamento. No documentos agora divulgados mostra-se o envolvimento dos serviços secretos do Paquistão com forças Taliban e que estes foram frequentemente ajudados a atravessar a fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão.
As autoridades americanas dizem que determinar a extensão dos “danos” causados pela Wikileaks poderá demorar semanas. No entanto, Michael Crowley no Swampland escreve que a administração americana tem mais razões para estar aliviada do que irritada: tudo o que foi divulgado agora, era já conhecido inclusive o apoio do Paquistão a certos grupos de rebeldes Taliban e da al-Qaeda. Andrew Exum é da mesma opinião e até chega a ser sarcástico.


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