Notas ao café…

O modelo irlandês

Posted in notas ao café by JN on Setembro 8, 2010

Segundo o The Guardian, o Sein Féin e o seu líder, Gerry Adams, estiveram envolvidos no processo que levou a ETA a declarar tréguas unilaterais neste fim-de-semana. No mesmo jornal, o Sr. Adams chama a si alguns dos créditos por este cessar fogo do grupo separatista basco e compara-o de certa forma ao processo para a Irlanda do Norte:

The announcement of a ceasefire by Eta on Sunday was the culmination of years of debate, discussion and strategising among Basque activists. It is a significant development and a genuine attempt to contribute to a resolution of the conflict. I believe it has the potential to bring about a permanent end to the conflict with the Spanish state.

This dialogue also involved senior Sinn Féin representatives, including myself. Sometimes the discussions were held in the Basque country, sometimes in Belfast, and on a number of occasions in recent years Sinn Féin representatives travelled to Geneva for meetings with Basque representatives. Many in the Basque country look to the Irish peace process for inspiration, and much of what has been attempted there in the last decade has been modelled on our experience.

Given the experience of the 2006 cessation – which ended in mutual recrimination in after only nine months – there will be those on both the Basque and Spanish sides who will be sceptical and cautious. But caution should not be allowed to encourage preconditions to dialogue. Caution should not be allowed to block progress. […]


Oguz Gurel

Se o optimismo do Sr. Adams é justificável ainda é algo que falta saber dada a reacção do governo espanhol que apelidou a acção da ETA como uma tentativa desesperada de um grupo fraco e sem capacidade de organizar ataques. No mesmo dia da declaração de cessar fogo, Rodolfo Ares, o responsável do Interior no governo autónomo basco, dizia que o “tempo das tréguas já tinha acabado”, como escrevia o El País:

[…] “ETA comunica que supuestamente hace meses decidió dejar de cometer atentados”, ha dicho Ares, para preguntarse por qué “si la había tomado no la comunicó a su debido tiempo, cuando se adopta”, y no “meses después”. “Si los que se autodenominan dirigentes radicales abertzales lo sabían por qué se lo vienen reclamando”, ha subrayado. “Es absolutamente insuficiente porque los tiempos de las treguas han pasado y hago un llamamiento a los partidos y a los sindicatos para que no nos dejemos enredar con este anuncio, para que mantengamos la unidad y la firmeza democrática y para que digamos a ETA que no va a cumplir sus objetivos”, ha sentenciado. Este anuncio, según el Gobierno vasco, “puede servir a ETA y a los suyos para sus objetivos pero no sirve a la sociedad vasca”. […]

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