Notas ao café…

O fim de uma moratória

Posted in notas ao café by JN on Setembro 28, 2010


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

A moratória de dez meses de Israel que impedia a construção um novos colonatos na Cisjordânia chegou ao fim ontem à noite. Mahmoud Abbas, o Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana não abandonou de imediato retirado as negociações como tinha ameaçado, mas as negociações estão em risco. O Sr. Abbas, em vez disso, disse que vai consultar o movimento Fatah, bem como a Organização de Libertação da Palestina e a Liga Árabe nos próximos dias. Um porta-voz do grupo Hamas, rival da Fatah, disse que retomar as negociações seria um “crime contra o povo palestino”. Os palestinianos decidem dentro de uma semana o futuro das negociações de paz, depois do assunto ser debatido pela Liga Árabe na próxima segunda-feira, a pedido de Mahmoud Abbas.

Por seu lado, Benjamin Netanyahu divulgou um comunicado logo após o fim da moratória, onde apela a Mahmoud Abbas que continue as conversações de paz para assim se conseguir um “acordo histórico” entre os dois povos. Enquanto isso, na Cisjordânia, tractores começaram a lançar os alicerces de um novo bairro em Ariel.


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

O primeiro-ministro israelita, que há muito que é pressionado pela ala direita da sua coligação para acabar com a moratória, apelou aos colonos para “demonstrar moderação e responsabilidade” para evitar confrontos com as comunidades palestinianas. Mas o movimento dos colonos celebrou o fim do período que congelou novas construções, no domingo, com o líder regional dos colonos em Kiryat Netafim, a dizer: “From this stage, I turn to Hussein Obama and tell him, the land of Israel belongs to the people of Israel.”

Khaled Meshaal, um dos líderes do Hamas em Damasco, afirmou que a melhor resposta ao fim da moratória seria a reconciliação entre a Fatah e o Hamas, argumentado que esta é a única forma de os palestinianos terem maior poder na mesa de negociações. O Sr. Meshaal não dixa de ter alguma razão; a Fatah representa apenas metade da população da Palestina e basicamente actua como se Gaza não existisse. No entanto, como praticamente o afirmou o enviado da Casa Branca para o Médio Oriente, George Mitchell, dificilmente Israel aceitará negociar com o Hamas. Mas se a Fatah e o Hamas chegarem a um acordo o curso das negociações mudará para sempre — os negociadores palestinianos terão mais legitimidade e Israel oferecerá maior resistência a um acordo final.


Olle Johansson

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