Notas ao café…

O Stuxnet

Posted in notas ao café by JN on Outubro 4, 2010

Foi descrito como “surpreendente”, “inovador” e “impressionante” por especialistas em segurança informática. O vírus Stuxnet infecta sistemas de controle industrial e é notável em muitos aspectos. Sua complexidade sugere que é o resultado do trabalho de uma equipe de especialistas bem financiada, provavelmente com o apoio de um governo e não o resultado do trabalho de hackers. Foi desenvolvido para infectar uma configuração específica de um determinado tipo de sistemas de controlo industrial. Os ataques do Stuxnet concentraram-se no Irão e especialistas sugerem que uma instalação nuclear deste país era o alvo.


Chappatte, «International Herald Tribune»

Em resumo, o Stuxnet representa um novo tipo de ataque cibernético. Ao contrário dos esforços que se verificaram para interromper o acesso à Internet na Estónia e na Geórgia (a Rússia foi considerada responsável neste casos), ou de ataques para invadir sistemas americano para roubar segredos (atribuídos à China), o Stuxnet é uma arma apontada a um alvo específico — o vírus foi apelidado de de “cyber-míssil”. Um ou mais governos (os principais suspeitos são Israel e os EUA) estão, provavelmente, por trás dele. Após anos de especulação sobre o potencial deste tipo de ataque, o Stuxnet tornou-se um exemplo real das sua potencialidades e limitações:

[…] Stuxnet may have failed to do the damage its designers intended, but it has succeeded in undermining the widespread assumption that the West would be the victim rather than the progenitor of a cyber-attack. It has also illustrated the murkiness of this sort of warfare. It is rarely clear who is attacking whom. It is hard to tell whether a strike has been successful, or indeed has happened at all. This, it seems, is what cyberwar looks like. Get used to it.

John Markoff e David E. Sanger, no New York Times, escrevem que algumas referências ao Antigo Testamento inscritas no código do Stuxnet, podem fornecer pistas quanto à sua origem:

[…] Not surprisingly, the Israelis are not saying whether Stuxnet has any connection to the secretive cyberwar unit it has built inside Israel’s intelligence service. Nor is the Obama administration, which while talking about cyberdefenses has also rapidly ramped up a broad covert program, inherited from the Bush administration, to undermine Iran’s nuclear program. In interviews in several countries, experts in both cyberwar and nuclear enrichment technology say the Stuxnet mystery may never be solved.

There are many competing explanations for myrtus, which could simply signify myrtle, a plant important to many cultures in the region. But some security experts see the reference as a signature allusion to Esther, a clear warning in a mounting technological and psychological battle as Israel and its allies try to breach Tehran’s most heavily guarded project. Others doubt the Israelis were involved and say the word could have been inserted as deliberate misinformation, to implicate Israel. […]

Uma resposta

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  1. Cyber-míssil « No vazio da onda said, on Outubro 11, 2010 at 6:40 pm

    […] [retirado daqui] […]


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