Notas ao café…

Mario Vargas Llosa

Posted in notas ao café by JN on Outubro 10, 2010


“Mario Vargas Llosa”
Dario Castillejos, «Dario La Crisis»

Julie Bosman e Simon Romero, no New York Times, escrevem sobre o escritor peruano, que ganhou o Prémio Nobel da Literatura de 2010, cujo trabalho literário profundamente político examina os perigos do poder e da corrupção na América Latina:

[…] Announcing the award in Stockholm, the Swedish Academy praised Mr. Vargas Llosa “for his cartography of the structures of power and his trenchant images of the individual’s resistance, revolt and defeat.” […]

Em entrevista, o Sr.Vargas Llosa disse que “é muito difícil para um escritor Latino-americano evitar a política. A literatura é uma expressão da vida, e se não pode erradicar a política da vida.”

Tim Padgett, na Time, escreve que o percurso político e literário de Mario Vargas Llosa — em 1990 concorreu à presidência do Peru com a Frente Democrata, partido de centro-direita, perdendo as eleições para Alberto Fujimori — é um reflexo da própria evolução política da América Latina:

[…] Vargas Llosa began his career berating the Latin American right; spent the middle of it rebuking the Latin American left; and in his later years has championed the pragmatic, post ideological politics that is finally beginning to drive real development in Latin America, from the Baja to Brazil. In that sense, Vargas Llosa’s Nobel recognizes the trajectory of Latin America as well as that of one of its most elegantly powerful writers: today the region’s future belongs to those building functioning institutions more than to those seeking dramatic revolutions.

Like most writers of Latin America’s literary “boom” generation that came of age in the 1960s, Vargas Llosa was a leftist in his younger years. And the Latin American left was once in vogue with those who award the literature Nobel — to left wingers Pablo Neruda of Chile in 1971, and Colombia’s Gabriel García Márquez in 1982 — not just for masterpieces like García Márquez’s One Hundred Years of Solitude but also because it defied the brutal right-wing dictatorships that blackened the region during the Cold War (even if it excused the communist regime in Cuba) and flipped its middle finger at the U.S. […]

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