Notas ao café…

Os dias de Sarkozy

Posted in notas ao café by JN on Outubro 25, 2010


Dario Castillejos, «Dario La Crisis»

O Senado francês aprovou nesta sexta-feira o polémico plano do governo que prevê o aumento da idade mínima para a reforma de 60 para 62 anos. A medida, que tem provocado greves e manifestações no país todo há mais de uma semana, foi aprovada por 177 votos a favor, 153 contra e nove abstenções. A aprovação pelo Senado fez com que o braço-de-ferro contra a reforma do sistema de pensões esteja longe do fim. Para quinta-feira está prevista nova jornada de luta. Um dos grandes problemas continua a ser a falta de combustível que afecta uma em cada quatro estações de serviço. De acordo com o Governo, a prioridade foi dada aos postos de gasolina das auto-estradas devido às férias escolares. Assim, segundo o Eliseu, apenas cinco das 350 estações de serviço ao longo das auto-estradas estão sem combustível.

É o grande teste de Nicolas Sarkozy e é uma luta que está a envolver toda a sociedade francesa, incluindo os jovens, os “filhos da revolução“.


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Nicolas Sarkozy foi forçado a enviar a polícia de intervenção para uma refinaria e com o gesto quis mostrar que está decidido a fazer tudo o que puder para prosseguir com as suas reformas. Os franceses, por natureza reivindicativos, gostam de entrar em greve e os seus protestos costumam resultar; Bruce Crumley, na Time, escreve que este gesto pode ter provocado ainda mais protestos e uma possível derrota eleitoral:

[…] By using police to free up the Grandpuits refinery — likely just the first such intervention in the next few days — Sarkozy can position himself as the man who not only drove his pension reform through but also stood up to the most defiant elements of opposition to boot.

This strategy carries risks, however. First off, new polls on Friday show that 69% of respondents support the opposition and the strike movement. That means that despite the disruptions the protests have caused, the French public presumably won’t approve of heavy-handed moves like Sarkozy’s refinery intervention to thwart strikes. “What President, what Parliament passed a law banning workers’ constitutional right to strike?” Charles Foulard, head of the Confederation of French Labor union at Grandpuits, asked on TV channel i-Tele Friday morning. “It’s an outrage, and the anger here will drive our future action.”

Which is the other risk. In response to Sarkozy’s end-around action, infuriated union workers and students may decide to radicalize their protests and surge out of the control of their leaders — a scenario long feared by observers. But even if the movement simply peters out once the reform becomes law, public resentment of the reform — and the way Sarkozy rammed the measure through — may yet cost him dearly, with his own re-election rendezvous with voters just 18 months off.


Joep Bertrams

Uma resposta

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  1. O PUMA said, on Outubro 25, 2010 at 6:30 pm

    Será o colapso deste modelo europeu?


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