Notas ao café…

Diários do Iraque

Posted in notas ao café by JN on Outubro 27, 2010


Olle Johansson

A Wikileaks mais uma vez tornou-se impopular junto do Pentágono com a publicação quase 400 mil documentos, considerados secretos, sobre a guerra no Iraque, de um período que vai de Janeiro de 2004 a 31 de Dezembro de 2009. A vários órgãos de comunicação social, como ol The Guardian, New York Times, Der Spiegel, a Al-Jazeera e o Le Monde foram dados visões parciais dos documentos. Os documentos, cujas revelações mostram-se chocantes em alguns aspectos, não revelaram nada de muito surpreendente ou totalmente novo. No entanto, a divulgação pode fornecer uma nova visão, e ser um outra fonte de dados, sobre as vítimas civis no Iraque — até agora, a maioria dos jornais têm-se baseado nos dados fornecidos pela Iraq Body Count, que tende a dar números mais altos. É provável que ambas as fontes subestimem o verdadeiro número de vítimas civis.

Segundo os documentos dados agora divulgados, os EUA ignoraram milhares de casos de violência sobre detidos levados a cabo pelas forças iraquianas, incluindo tortura, violação e até assassínios, a prisioneiros entregues pelas forças americanas. Na primeira peça sobre o assunto, a Al-Jazeera afirma que em mais de 1300 vezes, tropas americanas reportaram as alegações aos superiores, mas não há casos conhecidos de punição de membros das forças de segurança do Iraque.

O facto está a ter consequências políticas para o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, e os seus esforços para formar um governo. Embora não haja evidências que ele estava a par dos actos de tortura cometidos por forças iraquianas, há muito que os Sunitas acusam as forças policiais, sobre as ordens do primeiro-ministro, de repressão aos seus rivais políticos.


Wolverton, «Cagle Cartoons»

As revelações levaram de imediato o relator especial da ONU sobre tortura a pedir ao Presidente Barack Obama que ordene uma investigação ao envolvimento dos militares americanos nestes abusos. O vice-primeiro-ministro britânico classificou de “extraordinariamente graves”e  a administração americana vê-se cada vez mais pressionada.

Alexander Smoltczyk e Bernhard Zand escrevem na Der Spiegel:

[…] The war would not have taken place without three men, former US President George W. Bush, Donald Rumsfeld, his defense secretary for many years, and his vice-president, Dick Cheney. All three will publish their memoirs in the coming weeks and months: Bush in November, Rumsfeld in January and Cheney next spring. They will not be able to avoid a moral appraisal of the Iraq war. Bush’s book is titled “Decision Points.” Rumsfeld, according to a statement from his publisher, begins his memoirs in 1983, the year of his first encounter with then-Iraqi dictator Saddam Hussein.

What exactly these three men have written in their defense isn’t yet know. But does anyone seriously expect mea culpas? “The decision to remove Saddam Hussein was the right decision early in my presidency,” Bush said on the fifth anniversary of the invasion, “it is the right decision now, and it will be the right decision ever.” Former British Prime Minister Tony Blair expressed similar sentiments in his autobiography, published in early September. “I did what I believed to be correct, even if the public disagreed,” Blair wrote. “Of course Iraq is a better place today than under Saddam.”

It makes perfectly good sense that Bush’s and Blair’s discussions of Iraq always end with Saddam Hussein. It’s even legitimate, to a certain degree. The overthrow of the most brutal of all Arab dictators is the least controversial chapter of the Iraq war. The notion that he could still be in power today and, at 73, would be gradually putting his house in order, is intolerable, even for staunch opponents of the Iraq war.

But, strategically speaking, even this aspect has generated criticism to this day. Former Iraqi Prime Minister Ayad Allawi, himself involved in attempts to assassinate Saddam, still insists that it would have been better to bring down the leaders of the regime with a special forces mission — instead of waging a war, destroying the army and severing the last bands holding the country together. […]


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: