O poder da junta

Paresh Nath, «The Khaleej Times»
Foi uma oposição dividida e desorganizada que compareceu às eleições na Birmânia (Myanmar) e sem surpresa, a junta militar venceu as primeiras eleições naquele país em 20 anos. A junta militar chefiada pelo General Than Shwe, e outros partidos apoiados pelo Exército, muito provavelmente ficaram com quase todos os lugares no parlamento depois de uma eleição na qual o principal partido da oposição, a Liga Nacional para a Democracia de Aung San Suu Kyi, foi excluído. A afluência às urnas terá sido muito baixa, apesar dos avisos da junta militar. Barack Obama, o secretário do Exterior britânico, William Hague, e outros líderes internacionais, consideraram as eleições como uma farsa.
E depois das eleições, eclodiram combates entre os rebeldes Karen e tropas governamentais, na região sul do país. Os rebeldes teriam capturado um posto da polícia e um dos correios, na cidade fronteiriça de Myawaddy. Pelo menos 10 mil refugiados fugiram pela fronteira para a Tailândia para fugir aos combates, segundo os militares tailandeses.
O próximo teste para o regime birmanês virá no sábado, quando o mandato de prisão de Aung San Suu Kyi chegar ao fim. Os EUA, Reino Unido, a UE e o Japão continuam a apelar à libertação da Prémio Nobel, que esteve sob prisão domiciliar durante a maior parte dos últimos 20 anos, depois de vencer com uma vitória esmagadora as últimas eleições do país em 1990. Desta vez, a Sra. Suu Kyi apelou ao boicote eleitoral.
No Asia view escreve-se:
[…] The NDF is a breakaway faction from the party of Myanmar’s detained pro-democracy leader, Aung San Suu Kyi. Her loyalists had urged a national boycott of the polls. Estimates of the turnout vary from 35% to 60%, but it is hard to know whether voters stayed home because of the boycott. Apathy and ignorance may have been bigger factors in a country where politics has long been off-limits. Perhaps it might become a little less taboo now.

Stephff, «The Nation»


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