Notas ao café…

A “guerra” do G20

Posted in notas ao café by JN on Novembro 12, 2010


Dave Granlund, «Politicalcartoons.com»

Os líderes dos vinte países mais ricos do mundo estão reunidos em Seul para encontrar uma saída para a crise. Na mesa está uma proposta de acção coordenada que possa colocar fim à chamada “guerra cambial” que, ao mesmo, tempo está dificultar o diálogo. Diversos países acusam outras nações de estarem a desvalorizar as suas moedas como forma de beneficiar suas exportações; entre estes estão os europeus que criticam a China e os EUA por desvalorizarem a moeda e adoptarem políticas proteccionistas. Os americanos, por seu lado, apontam o governo chinês como principal culpado do desequilíbrio cambial nos mercados. Para Washington, a moeda chinesa, o yuan – cujo valor é controlado pelo governo –, deveria estar mais valorizada; as autoridades chinesas prometem ser mais flexíveis no que toca às taxas de câmbio mas são contra uma revalorização rápida da moeda devido ao peso das exportações na economia.


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

Os EUA também são são criticados por terem injectado mais seiscentos mil milhões de dólares na economia. Alguns países temem que esse dinheiro provoque um afluxo de fundos especulativos. O Brasil tomou medidas para limitar os movimentos de capital, como acontece na China: em menos de um mês, anunciou três medidas com o objectivo de restringir a entrada de capital estrangeiro no país e, assim, tentar atenuar a valorização do real.


Chappatte, «International Herald Tribune»

Catorze horas depois de ter começado nenhum resultado surgiu da cimeira, e não se espera que algum tipo de acordo com impacto venha a ser obtido. Enquanto na cimeira o desacordo era a palavra de ordem, nas ruas de Seul manifestantes exigem aos dirigentes mundiais que ponham as pessoas em primeiro lugar.

Protagonistas da guerra do G20, e em rota de colisão devido à “guerra cambial”, são Angela Merkel e Barack Obama, como escreve a Der Spiegel:

[…] There’s enormous concern in Seoul over a currency war, as well as the spectres of increased protectionism and proliferating levels of debt financing by G-20 governments. “No one has an interest in new financial bubbles,” Merkel warned Wednesday. China reacted before the summit in typical fashion. The largest Chinese rating agency downgraded America’s credit rating, in a symbolic gesture, while China’s own currency received a sharp upgrade.

At bottom it’s a clash of principles, and a resolution isn’t yet in sight. Now that the G20 format has proven viable in a crisis, the assembled leaders have to show a will to protect the world economy from new downturns and to work for lasting, just and balanced growth. This calls for more tightly coordinated economic policy. Merkel, among others, will hope for signs of cooperation from other governments at the summit. But the most positive likely outcome is — for now — a truce.

Merkel landed in Seoul on Thursday morning and met with South Korean President Lee Myung-bak and Prime Minister Kim Hwang-sik. In the afternoon she received an honorary degree from Ehwa University, the world’s largest institute of higher learning for women. Her day just was a warm-up for the brass-tacks meetings on Thursday. Before the 20 world leaders gather for dinner, Merkel will have a one-on-one talk with President Obama, where she’ll presumably tell him what she thinks about Washington’s attacks on the world’s second-largest export nation — Germany — and about the Fed’s new dollar glut.

Namely, nothing.


Guy Badeaux (Bado), «Journal LeDroit»

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