Notas ao café…

A crise ainda sem um fim…

Posted in notas ao café by JN on Novembro 24, 2010


Olle Johansson

Depois de dois anos de austeridade e recessão, a Irlanda está a aceitar mal os anos difíceis que tem pela frente e os irlandeses estão descontentes com o seu governo — para não  falar do sector bancário acusado de arrastar o país para a bancarrota. O primeiro-ministro Brian Cowen e o governo irlandês são as primeiras vítimas do apelo deste país à ajuda financeira internacional. O primeiro-ministro viu cair a coligação governamental e a imprensa faz eco do descontentamento geral e reitera os apelos à demissão imediata. Mas o Sr. Cowen está decidido a sair só depois da votação do orçamento e do plano de austeridade. As eleições antecipadas deverão ter lugar no início de 2011, embora para a oposição o governo já perdeu a a legitimidade e as eleições devem ocorrer já.

Os governos da UE esperavam que a rápida resposta ao pedido de ajuda da Irlanda acalmasse os mercados, mas tal não aconteceu.

A pergunta que agora se coloca é quem será o próximo a necessitar de ajuda na zona euro. Depois da Grécia e da Irlanda, os olhos estão postos em Portugal e se o governo de José Sócrates vai conseguir reduzir o défice e a dívida. Os mercados e Angela Merkel estão cépticos. A Sra. Merkel considera a situação da zona euro “extremamente séria” e o seu ministro das Finanças afirma que com o resgate da Irlanda está em causa o futuro do euro. E Portugal continua a dizer que não “precisa de qualquer tipo de ajuda”, mas muitos analistas defendem que será inevitável, sobretudo na Primavera, quando Portugal terá de pagar mais de 25 mil milhões de euros de dívida.


Olle Johansson

A Der Spiegel pergunta se o euro ainda pode ser salvo:

In the time since European leaders named the Belgian politician Herman Van Rompuy president of the European Council a year ago, the public has taken little notice of the reserved native of Belgium’s Flanders region. But that changed last Tuesday, when Van Rompuy made headlines across Europe with a brief remark.

“We all have to work together in order to survive with the euro zone, because if we don’t survive with the euro zone we will not survive with the European Union,” Van Rompuy said during a panel discussion. With his comments, he expressed what many people in Brussels had been thinking but few had dared to say out loud.

As it happens, Van Rompuy would also have preferred not to say what he said. Two days later, he claimed that he had been misunderstood. He had apparently stuck his neck out too far. But that doesn’t change the fact that the statement itself was correct.

Euro-zone governments have spent months trying to end the crisis facing their common currency, but the danger has not been averted. On the contrary, the crisis meetings have returned and billions in emergency funds are needed once again. And there is still no end in sight to the crisis. […]


Chappatte, «International Herald Tribune»

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