Notas ao café…

Kim Jong-Un mostra-se

Posted in notas ao café by JN on Novembro 26, 2010


Chappatte, «International Herald Tribune»

A Coreia do Norte ameaça voltar a atacar o país vizinho e responsabiliza os EUA pela troca de fogo na península; o ataque desta terça-feira contra uma ilha sul-coreana provocou quatro mortos e mais de uma dezena de feridos. Os EUA, eternos aliados de Seul saíram em defesa do seu aliado. Em águas coreanas está já o porta-aviões norte-americano George Washington e os dois países preparam-se para dar início a exercícios militares conjuntos este domingo. A bordo seguem 75 aviões e cerca de 6000 soldados. É a resposta de Washington, um dia depois do ataque de Pyongyang. Washington quer mostrar a Pyongyang que a aliança EUA/Coreia do Sul está mais forte que nunca.


Frederick Deligne

Muitos analistas consideram que o ataque desta terça-feira faz parte da estratégia de consolidação do poder de Kim Jong-Un, filho e o sucessor do actual líder norte-coreano, como escreve o Sydney Morning Herald:

NORTH KOREA has burnished the leadership credentials of its 26-year-old dictator-in-waiting with a deadly artillery attack on South Korean territory, causing its neighbour to return fire and scramble F-16 fighters.

Two South Korean marines died, and at least 12 were wounded. There were reports of civilian injuries and houses were set ablaze as scores of shells fell on Yeonpyeong island.

A North Korea expert at Beijing’s Central Party School, Zhang Liangui, told the Herald that Kim Jong-un was deliberately destabilising the environment in order to mobilise the military and consolidate his power. […]

Chinese North Korea specialists believe the brinkmanship is designed to mobilise the country around the anointed successor of Kim Jong-il, his son Kim Jong-un.

Os EUA têm poucas escolhas pela frente para responder às agressões de Pyongyang. As recentes revelações sobre os progressos do programa nuclear norte-coreano mostram que as sanções não estão a ter o efeito esperado. Sanções mais pesadas, como um bloqueio naval, iriam requerer milhares de militares e poderia resultar numa nova guerra entre as duas Coreias.

A The Economist escreve que a única forma de resolver o problema da Coreia da Norte é convencer a China que do seu interesse controlar os Senhores de Pyongyang, pai e filho:

[…] China cannot be blind to the Kims’ bungling and bellicosity, nor welcome their nuclear ambitions. But it has had two worse fears. One is of a rekindled war on the peninsula, which would damage China. The other is of North Korean collapse, with millions of desperate refugees pouring into China and South Korea or even American troops on China’s border. It is as a bulwark against this “instability” that China cossets the Kims. It refused to condemn them even for the sinking of the Cheonan, and this week issued blandly even-handed calls for restraint. It apparently believes that if their only ally abandons them, the Kims might do something really rash.

But they already have. Whatever it says publicly, China must surely see that this regime flirts with war as an instrument of diplomacy and that its desire to shock the world into negotiating with it requires ever greater outrages. Ultimately, this pattern of behaviour threatens the very stability China craves. China’s alliance with North Korea thus undermines not just its image as a global power but also its own interests. […]


Joep Bertrams

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