Notas ao café…

A Copa russa

Posted in notas ao café by JN on Dezembro 3, 2010


Michael Kountouris

A Rússia foi a escolhida para organizar o Mundial de 2018; de fora ficaram as candidaturas inglesas e a ibérica. Gilberto Madaíl tentou encaixar a derrota com um “futebol há ganhar e perder” mas logo em seguida afirmou que “É preciso rever muitas coisas no futebol. Não digo isto por perder” — a derrota não foi bem digerida pelo Presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Pior ficaram os ingleses, os verdadeiros candidatos à vitória, que caíram logo na primeira votação. Paul Hayward, no The Guardian, escreve que mais uma vez a “Inglaterra foi humilhada”:

[…] As the throng shuffled into a conference hall in Zurich to hear Sepp Blatter, the Fifa president, declare, “We go to new lands,” Alan Shearer and Gary Lineker, two England legends, wore expressions as grim as any they came off the field with after penalty shoot-out defeats. In those instants of crushing rejection we saw the romanticism of the English candidacy collide with Fifa’s urge to open goldmines in post-Soviet republics and in the Gulf oil states.

“Never has the World Cup been in Russia and eastern Europe, and the Middle East and Arabic world have been waiting for a long time, so I’m a happy president when we talk about the development of football,” said Blatter.

Also at work was antipathy to the English game, with its globally dominant Premier League, lavish bid proposals, and inquisitive media – the latter having alleged vote-selling by two Fifa executive committee members (Sunday Times) and the sharing out of $100m in kick-backs (the BBC’s Panorama). Asked whether fear of journalistic scrutiny played a part, Scudamore said: “It hasn’t helped.” […]

O futebol russo não tem o encanto da Série A da La Liga ou da English Premier League, mas a Rússia é um mercado crescente onde o dinheiro não parece ser impedimento para nada. E no El País, Luis Martín escreve que o dinheiro do petróleo e do gás, o apoio dos milionários russos, a garantia do investimento privado terá falado mais alto:

[…] El resultado de las votaciones en la sede suiza de la FIFA huele a petróleo y gas, a inmensas fortunas de dinero, pero también a apertura de nuevos mercados. Conscientes de cómo está el patio económico mundial, resulta evidente que la FIFA ha apostado por la financiación privada, garantizada tanto por Rusia como por Qatar, que se llevó el Mundial 2022. […]

E talvez esteja aqui a explicação da escolha do Qatar para organizar o Mundial de 2022, uma explicação que desafia toda a lógica já que se trata de um país sem grande tradição na modalidade ou de infraestruturas para a mesma. O país prometeu construir nove estádios de raiz (o que deve ter ajudado na candidatura), mas por alguma razão este país foi considerado de “alto risco” pela FIFA. O calor que se faz sentir neste país será outro problema a enfrentar.


Arend van Dam

Mas as escolhas estão feitas — claro que o dinheiro teve voz activa no processo e as suspeitas de casos de corrupção são muitas — e os dois países agradecem e asseguram que tudo irão fazer para que os respectivos Mundiais sejam um sucesso. Pessoalmente acredito que sim, principalmente o Mundial de 2018 de Vladimir Putin, o vencedor do dia em Zurique.

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