Notas ao café…

No limiar do euro

Posted in notas ao café by JN on Janeiro 16, 2011


Chappatte, «International Herald Tribune»

Portugal conseguiu arrecadar mais de mil milhões de euros numa emissão de obrigações de quarta-feira. Os líderes do país congratulam-se com o sucesso, mas os investidores permanecem cépticos. O Estado colocou quase 600 milhões de obrigações do Tesouro a 10 anos a uma taxa média de 6,7 por cento, o que representa um pequeno recuo face à taxa do leilão anterior, realizado em Novembro. E mais 650 milhões de obrigações a quatro ano, a uma taxa de 5,3 por cento, superior à de Novembro. Apesar de este empréstimo ter acalmado os mercados, o Financial Times alemão, afirma que está a ser preparado um plano europeu de 100 mil milhões, para resgatar Portugal; um recurso inevitável, estima Oliver Roth, analista alemão: “A única coisa que Portugal e a União Europeia ganharam foi tempo. Mas mais cedo ou mais tarde, Portugal vai ter de recorrer à ajuda europeia.” A Der Spiegel é da opinião que Portugal provavelmente terá de solicitar uma ajuda da UE em breve:

[…] Portugal’s current outlook isn’t good. The entire country is groaning under the weight of major structural problems. In recent years, the economy has barely grown and in 2011 the country could fall back into a recession. The latest central bank forecasts suggest the economy could contract by 1.3 percent, though the government is more optimistic, predicting slight growth. The country has implemented an austerity program that has reduced the 2011 national budget by 4.6 percent.

Portuguese Prime Minister Jose Socrates says his country is making progress in reducing its deficit. In 2010, Portugal even managed to push its budget deficit below the target of 7.3 percent of GDP, Socrates says. He said the markets were reacting positively to “Portugal’s good conduct in bringing about the government’s goals — reducing the deficit and bring the public accounts back into order.” European Currency Commissioner Olli Rehn praised the country this week, saying it was on the right track.

Ultimately, though, it won’t be political affirmations that count. Ireland also long staved off calls for the country to accept EU aid — after all, that money comes with extremely difficult conditions. The far more important factor is market trust. Rolf Langhammer, vice president of Germany’s Kiel Institute for the World Economy (IfW), says the most important goal for Portugal right now is to regain that trust.

Ultimately, it is the investors who determine the conditions under which governments obtain fresh money. Should interest rates rise too high, it is only a matter of time before countries can no longer afford new debt. […]

Na mesma Spiegel, escreve-se que o maior problema da UE no combate à actual crise é a falta de união, de liderança e objectivos comuns.


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

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