Notas ao café…

Confrontos no Cairo

Posted in notas ao café by JN on Fevereiro 3, 2011


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

A Praça Tahrir, no centro do Cairo, é o palco principal dos protestos contra o regime do presidente Hosni Mubarak desde que os manifestantes começaram a tomar as ruas, há cerca de dez dias. No entanto, os protestos que até então eram relativamente pacíficos tornaram-se violentos nesta quarta-feira. Os confrontos começaram quando centenas de partidários do Presidente Mubarak chegaram à praça, até então dominada por opositores.

Muitos deles foram montados em cavalos ou camelos e atacaram os rivais com chicotes. Os manifestantes críticos a Mubarak responderam com paus e pedras, retiradas até mesmo do pavimento da praça. O governo pediu que os manifestantes obedecessem ao pedido de recolher e voltassem às suas casas. Mas o confronto atravessou a tarde e continuava durante a noite. Pelo menos três pessoas morreram e centenas ficaram feridas, segundo o governo egípcio. O exército não interferiu nos confrontos, mas fez apelos para o fim dos protestos

A oposição acusa o governo de ter organizado a entrada a cena dos apoiantes de Mubarak. Durante o dia, algumas pessoas mostraram a identificação policial, tirados a alguns elementos pró-Mubarak, o que é negado  pelo governo. Durante a noite, o recém-nomeado vice-presidente, Omar Souleiman, apelou os manifestantes acabarem com os protestos e sublinhou que o início do diálogo com as forças políticas da oposição depende do fim da contestação.

Jonathan Chait pede que o Presidente Obama se afaste em definitivo de Mubarak:

[…] One thing I think is overwhelmingly clear from the events today in Egypt: the American alliance with Hosni Mubarak is over. The alliance was justifiable on strategic grounds. Mubarak was a dictator, but he retained just enough of a mask of legitimacy to tip the American calculation in his favor.

[I] think Obama’s measured response to the failed Green Revolution was sensible. Iran was a political culture deeply divided between supporters and opponents of the regime, and one in which the accusation of pro-Americanism was powerful. The Egyptian populace seems almost totally united in opposition to Mubarak, with the only significant support coming from those in Mubarak’s pay. The opposition has all the nationalist and religious legitimacy it needs. At this point Obama needs to forcefully cut Mubarak loose. The only delay, I would hope, is his slowness to respond to events, a trait he has consistently displayed since the campaign. Sometimes that caution has served him well, but here it hasn’t. If Obama does not act soon it will be a black mark.


Patrick Corrigan, «The Toronto Star»

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