Notas ao café…

Tsunami árabe

Posted in notas ao café by JN on Fevereiro 3, 2011


Emad Hajjaj

No Iémene também se fazem sentir protestos e o Presidente Ali Abdullah Saleh, no poder desde 1978, já anunciou que se vai retirar no final do seu mandato, em 2013. Como no Egipto, esta promessa também não acalmou os ânimos e os protestos vão continuar — já em 2005, Abdullah Saleh tinha feito a mesma promessa.

Na Tunísia foi Zine el-Abidine Ben Ali, Hosni Mubarak no Egipto, Abdullah Saleh no Iémene e na Jordânia o Rei Abdullah fez mudanças no governo; a pergunta que se coloca é até onde irá esta onda de protestos no mundo árabe, quem será o próximo. Já se aponta o Sudão onde manifestações organizadas pela Internet sucedem-se desde domingo último. O presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir, já enfraquecido politicamente pela separação iminente da metade sul do seu país, reprimiu duramente os protestos, prendendo mais de uma centena de manifestantes.

Shadi Hamid explica o que se passa actualmente no mundo árabe:

[…] Even if the attempted revolutions fail, Arab regimes can never go back to what they once were. They will live in fear of the next revolt. The opposition will wait in anticipation of the next revolt. The stability of any regime is no longer guaranteed. […]

Two models of democratic change are emerging. One is the Tunisia-Egypt-Yemen model of overturning the regime. This would seem to apply in republics, where protesters have one simple, overarching demand – that the president give up power. The person of the president, because of his dominating, partisan role, provides a rallying point for protesters. This is conducive to opposition unity. They disagree on a lot, but last they can agree on the most important thing.

The other model of change focuses around constitutional reform in the Arab monarchies. In countries like Jordan and Morocco, there are reasonably free elections. But elections have limited relevance because it’s the king who has final decision-making authority. The problem here is not necessarily the king himself but the institution of the monarchy and its disproportionate power.  […]


Omar Abdallat, «Addustour» (Jordânia)

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