Notas ao café…

Um novo líder

Posted in notas ao café by JN on Fevereiro 9, 2011


Farhad Foroutanian

Pouca horas após a sua libertação de uma prisão no Egipto onde esteve doze dias, Wael Ghonim, o executivo da Google e criador de uma das páginas onde a revolta foi organizada, descreveu o seu cativeiro e papel na organização dos protestos populares que continuam desde há três semanas. O Sr. Ghonim disse que foi “raptado” pela polícia egípcia a 28 de Janeiro.

Nas suas afirmações, Wael Ghonim disse que foi o responsável pela criação de algumas páginas no Facebook e YouTube que ajudaram a organizar as manifestações nos primeiros dias. Ghonim disse que foi quem criou a página do Facebook dedicada a Khaled Said, uma egípcia de 28 anos que foi espancada até à morte pela polícia em Alexandria em Junho de 2010.

A libertação Wael Ghonim provocou uma nova onda de protestos e centenas de milhares de pessoas exigiram ontem na praça Tahrir a demissão do Presidente egípcio, Hosni Mubarak, naquela que é já descrita como a maior manifestação desde o início da revolta, a 25 de Janeiro. E, pela primeira vez desde o início dos protestos, milhares marcharam em direcção ao edifício do Parlamento.


Frederick Deligne

Sobre Wael Ghonim — que lamenta as insinuações sobre o papel da Irmandade Muçulmana na organização dos protestos e diz que a revolução pertence aos jovens egípcios — Blake Hounshell interroga-se, e num momento em que ninguém sabe quem realmente controla a praça de Tahrir, se não estamos perante um novo líder para muitos daqueles que protestam nas ruas do Egipto:

[…] Ironically, by kidnapping, detaining, and then releasing Ghonim — instantly turning him into a nationwide celebrity — the regime may have just created an undisputed leader for a movement that in recent days has struggled to find its footing, seemingly outfoxed by a government skilled in the dark arts of quashing and marginalizing dissent. […]

Ghonim’s reappearance comes at a critical time for the protesters. Now that the galvanizing moment has passed, it’s not clear where their movement goes from here. It’s one thing to build a coalition against police brutality, something Egyptians of all classes have suffered from for decades; it’s quite another to rally people around more complex demands, such as constitutional reform or media oversight. And after a week of nonstop propaganda on state television against the protesters — painted simultaneously as dangerous Islamists and Israeli agents — it’s not even clear that an overwhelming majority of Egyptians want Mubarak out immediately, as the folks in Tahrir insist. […]

Inside Tahrir, different groups are gradually staking out separate geographic areas, with the Muslim Brotherhood dominating the megaphone at the southern end of the square, while the socialists have assembled an entire speaker system a few dozen yards west, and various smaller groups are sprinkled elsewhere.

“Everybody here is organizing,” said political analyst Hisham Kassem, “but there’s nobody to negotiate with. We have no control over the square, and they don’t either.”


Olle Johansson

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