Notas ao café…

O efeito de Tahrir

Posted in notas ao café by JN on Fevereiro 15, 2011


Deng Coy Miel

No Egipto, o novo Conselho Militar que comanda o país, recusou uma transição rápida de poder e dissolveu o parlamento, suspendeu a constituição, e prometeu novas eleições em cerca de seis meses. Ao mesmo tempo, o exército emitiu um ultimato aos manifestantes que ainda permanecem na Praça de Tahrir, para que a abandonem, ameaçando-os com detenção, caso eles não o façam. Mas as ameaças pouco efeito tiveram e os protestos voltaram a Tahir.

Mas agora, os protestos passaram a incluir reivindicações laborais. Cerca de dois mil empregados de empresas públicas e privadas, entre policiais, bancários, funcionários da indústria do turismo e do transporte, dirigiram-se ao local para exigirem melhores condições de trabalho e, ao mesmo tempo, mostrar solidariedade com os protestos anti-governo.

No domingo, a polícia egípcia também foi às ruas para protestar por melhores salários, benefícios, redução do horário de trabalho e que houvesse mais respeito à instituição. Marcharam até o Ministério do Interior, onde foram impedidos pelo exército de entrar no edifício.


Olle Johansson

Mas os protestos não ficam pelo Egipto. Activistas de todo o Médio Oriente procuram aproveitar de alguma forma o derrube de Hosni Mubarak no Egipto através de manifestações anti-governamentais. Mais de mil pessoas saíram às ruas pelo o quarto dia consecutivo de protestos no Iémene. Foram recebidos por uma contra-manifestação de apoiantes do presidente Ali Abdullah Saleh e forças policiais armadas com bastões e punhais.

No Bahrein, jovens manifestantes entraram em confronto com a polícia. Os membros da maioria xiita do país, que se queixam de discriminação por parte do governo dominado por sunitas, têm vindo a organizar manifestações desde o início deste ano. O governo anunciou recentemente um plano para pagar todas as famílias do Bahrein 2.700 dólares, com o objectivo de evitar os protestos que ocorrem no resto da região.

Na Argélia, manifestantes bloquearam as ruas de Argel no sábado e mais de cem activistas foram presos. A lei de emergência do país, imposta em 1992 durante a guerra civil do país, deve ser levantada em breve.

No Irão também ocorreram manifestações que foram duramente reprimidas pelas autoridades e os líderes da oposição, Mir-Hossein Mousavi e Mehdi Karroubi, foram colocados sob prisão antes do início de uma manifestação de solidariedade para com a Tunísia e o Egipto. Mas milhares participaram e a manifestação transformou-se numa demonstração de descontentamento para com o regime do Presidente Mahmoud Ahmadinejad. Os protestos tiveram o apoio internacional, como o da UE.


Joep Bertrams

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