Notas ao café…

Líbia vs. Khadafi

Posted in notas ao café by JN on Março 2, 2011


Olle Johansson

O Coronel Muammar Khadafi afirmou numa entrevista à BBC, nesta segunda-feira, que é “amado por todo o seu povo” e recusou a admitir que há protestos contra o seu governo na capital do país, Tripoli. No entanto, o que se passa actualmente na Líbia desmente o Coronel e este país vive actualmente em estado de guerra civil e há combates nas ruas de Tripoli entre militares (com a ajuda de mercenários) ainda fiéis ao regime e revoltosos. Como escreve o New York Times, os revoltosos ganham todos dias adeptos e poder e já controlam várias zonas petrolíferas:

The Libyan rebels challenging Col. Muammar el-Qaddafi demonstrated their increasing military coordination and firepower on Sunday, as defecting officers in the east took steps to establish a unified command while their followers in this rebel-held city, just outside the leader’s stronghold in the capital, displayed tanks, Kalashnikovs and antiaircraft guns.

In a further sign of their strength, the rebels also talked about tapping revenue from the vast Libyan oil resources now under their control — estimated by some oil company officials to be about 80 percent of the country’s total. […]

Os revoltosos continuam na posse da cidade petrolífera de Zawiyah apesar do ataque sofrido por forças leais ao Coronel Muammar Khadafi. Os revoltosos afirmam que cerca de dois mil militares leais ao ainda governo cercaram a cidade e que um ataque pode ocorrer a qualquer momento.


Pat Bagley, «Salt Lake Tribune»

Ao mesmo tempo a comunidade internacional começa a reagir e a aumentar a pressão sobre o regime líbio. depois de UE ter decidido impor sanções contra a Líbia. Com uma votação unânime, o Conselho de Segurança da ONU impôs sanções financeiras e militares ao líder líbio, Muammar Khadafi, e a vários outros altos funcionários do governo deste país, congelando os seus bens no exterior e impondo uma embargo à compra de armas por parte da Líbia. O Conselho de Segurança também votou para abrir uma investigação por crimes de guerra com base na brutal resposta do governo líbio aos protestos nas ruas de várias cidades. As estimativas do número de mortos desde o início da onda de protestos, que começaram a 17 de Fevereiro, está num intervalo que vai das várias centenas ao número de dois mil. O clérigo egípcio Yusuf al Qaradawi, famoso pelas suas fatwas, ordenou aos oficiais do exército líbio para dispararem sobre o Coronel Khadafi e o Presidente Obama pediu que o Coronel se demita do cargo. Ao mesmo tempo os EUA estudam opções militares para a Líbia.

Com forças militares leais a Muammar Khadafi nas ruas de Tripoli — polícias, exército e mercenários — e os frequentes ataques destes, muitos optam por não sair de casa:

“We are 10 percent afraid for ourselves and 90 percent afraid for our families. They won’t just shoot us, maybe they will get revenge on the whole household, the whole family, even the whole street. These people have no mercy,” the caller added. “We have known them for 42 years.”

Nas fronteira a situação agrava-se todos os dias com milhares que tentam deixar a Líbia. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou nesta terça-feira uma ampliação dos esforços para transportar milhares de pessoas que estão tentando deixar a Líbia através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto.


Nate Beeler, «The Washington Examiner»

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