Notas ao café…

Khadafi vs. Sarkozy

Posted in notas ao café by JN on Março 17, 2011


Petar Pismestrovic, «Kleine Zeitung»

Em contrate com a resposta às crises da Tunísia e do Egipto, Nicolas Sarkozy decidiu surpreender a todos, inclusive o próprio governo francês condenando  em relação à Líbia.  Condenou o regime do Coronel Khadafi, reconheceu o “governo rebelde” e faz pressão para um embargo aéreo neste país como forma de proteger os rebeldes de ataques aéreos. A resposta de Khadafi não se fez esperar: pela voz do seu filho veio dizer que a campanha do Presidente francês de 2007 foi financiada com dinheiro líbio e agora quer o seu dinheiro de volta:

[…] O membro do clã Khadafi adianta que o seu país financiou a campanha do Presidente francês e que tem todas as informações sobre o financiamento e que está “pronto para as publicar”.

“A primeira coisa que pedimos a este palhaço do Sarkozy é que devolva o dinheiro ao povo líbio”, acusa Saif al-Islam. “Ajudá-mo-lo a tornar-se Presidente para que ele ajudasse o povo líbio, mas ele desapontou-nos”, diz o filho do contestado líder líbio, adiantando que muito brevemente publicará “todos os detalhes, documentos e comprovativos de transferência bancária”. […]

Nada disto será novo e não é a primeira vez que Nicolas Sarkozy é acusado de receber envelopes e mais recentemente foi acusado de ter recebido comissões de negócios de venda de armas ao Paquistão.

Como explica o Newsbook da The Economist, o cada vez mais impopular Presidente francês tem que enfrentar eleições em 2012 e tudo vale para mostrar aos eleitores franceses que ele é o homem que pode liderar a Europa:

[…] What to make of all this? The unpopular Mr Sarkozy, who faces a presidential election next year, clearly wants to show voters that he can take the lead. Indeed, he appointed Mr Juppé precisely in order to inject some professionalism and stability into French diplomacy, after an unfortunate series of misjudgments by Michèle Alliot-Marie, the previous foreign minister. The French had been caught snoozing over the Arab uprisings, and Mr Sarkozy hoped that his reshuffled diplomatic team would restore credibility in foreign affairs. Mr Juppé, who is well liked by diplomats, had made a decent start, appearing to enjoy a degree of independence from the tightly run Elysée diplomatic team. But the impromptu decision to recognise the Libyan opposition, if that is indeed what it was, looks worryingly like a return to policymaking by impulse and improvisation.


Frederick Deligne

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