Notas ao café…

A nova crise do euro

Posted in notas ao café by JN on Março 25, 2011


Michael Kountouris

O clima com que o Conselho Europeu iniciou ontem à tarde uma reunião de dois dias em Bruxelas foi de tensão: divergências sobre as sanções que a UE deve impor à Líbia foi um dos pontos de divergência e a discussão sobre o aumento do Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Nas ruas o clima não era diferente; milhares de trabalhadores manifestaram-se ontem em Bruxelas contra as reformas económicas que os sindicatos dizem ser demasiado favoráveis às empresas. O centro da capital belga, onde estão sediadas as instituições europeias e onde esta tarde se reúnem os líderes da União Europeia, ficou completamente bloqueado.

Mas acima de tudo, a crise política em Portugal dominou a cimeira dos líderes europeus e Angela Merkel avisou que, e não interessa quem seja o próximo primeiro-ministro português, o que é necessário é cumprir o programa de austeridade, para que a confiança do mercado possa crescer. Nigel Cassidy, da BBC, escreve:

[B]russels has been trying to reassure the markets that the measures to be rubber-stamped at the summit will fund future bail-outs and curb the peripheral euro countries’ high-spending ways.
But these latest events involving Portugal are rapidly undermining confidence. That’s because the reason the Portuguese prime minister gave for his resignation was that his parliament wouldn’t vote for austerity measures.
It has served to remind the debt markets that Portugal (and possibly other euro nations) may not be willing or able to commit to welfare and public expenditure cuts on the scale being demanded by euro heavyweights led by Germany.
All this only adds to the potential future burden on other euro members to keep the likes of Portugal, the Irish Republic and Greece afloat.

José Sócrates diz que não será necessário qualquer tipo de resgates mas Bruxelas já determinou o seu valor caso venha a ser pedido: 75 mil milhões de euros. Para já, o fundamental para a UE é que o acordo obtido entre o governo e a oposição para baixar o deficit público seja cumprido.


Olle Johansson

O The Guardian escreve que o resgate a Portugal é quase inevitável assim como a Der Spiegel. Para a The Economist isso é quase uma certeza e, nesse caso, a próxima “vítima” será a Espanha para a qual pode já não haver o dinheiro necessário para um resgate:

[…] Ms Gay concludes that Portugal is likely to become the third peripheral euro-zone country to need a bail-out. Yet to overcome the deep-seated structural problems that have held the economy back will take not just rescue money but ambitious reform as well. The country’s need to issue debt is only €2 billion or so a month. Although that is small by most measures, and the government may have enough cash to meet redemptions in April, Portugal could struggle to last until June. The markets are expecting action long before then. In mid-March Moody’s, a rating agency, downgraded Portuguese debt.

Portugal’s political turmoil and its urgent need for a rescue will now loom large at an EU summit this week, which may put off a deal to expand the bail-out fund and fail to sign a new “pact for the euro”. If EU leaders have to bail out Portugal, they may find they have already used quite a big chunk of their fund. Judging by experience, the markets will swiftly move on to attack the Spanish. The bail-out fund can quite easily finance Portugal. It is not clear that it could deal with Spain.


Christo Komarnitski

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