Notas ao café…

A explicação de Obama

Posted in notas ao café by JN on Março 30, 2011

O presidente sírio, Bashar al-Assad, aceitou o pedido de demissão de todo o seu governo, a meio a protestos pró-democracia. Espera-se que o Presidente também comunique a suspensão de estado de emergência vigente no país desde o governo de seu pai, há 48 anos, e a anulação de outras restrições às liberdades civis e políticas. Os confrontos nas ruas já provocaram dezenas de mortos.

Joshua Muravchik, no The Daily Beast, chama aos acontecimentos neste país a “armadilha síria de Obama”, e que a intervenção na Líbia, que se afiram humanitária, abriu um precedente:

[…] International politics and international law are highly dependent on precedent. Unthinkingly, Obama’s Libya response has raised the bar for taking action elsewhere.

His actions, indeed, may ensnare us in a thicket in Libya. Our purpose is “humanitarian,” to protect civilians. But civilians can be killed by planes or guns or machetes, as they were in the Rwanda genocide. The only way to protect Benghazis and others who have risen against Gaddafi from vengeance is to drive him from power. […]

Mark Leon Goldberg, no U.N. Dispatch, numa linha idêntica à de Muravchik, pergunta porque não intervir também na Costa do Marfim onde os conflitos se intensificam.


Chappatte, «International Herald Tribune»

No seu discurso, Barack Obama, como defende Mark Halperin e Jim Arkedis, respondeu a todos os que acham que a intervenção militar é possível em qualquer país e/ou situação:

[…] America cannot use our military wherever repression occurs. And given the costs and risks of intervention, we must always measure our interests against the need for action. But that cannot be an argument for never acting on behalf of what’s right. In this particular country -– Libya — at this particular moment, we were faced with the prospect of violence on a horrific scale. We had a unique ability to stop that violence: an international mandate for action, a broad coalition prepared to join us, the support of Arab countries, and a plea for help from the Libyan people themselves. We also had the ability to stop Qaddafi’s forces in their tracks without putting American troops on the ground. […]

Na Líbia existe a capacidade, a oportunidade e o interesse, três factores que tornaram a operação logisticamente possível e politicamente aceitável. Na Costa do Marfim nenhum destes fatores existem. Na Costa do Marfim vive-se um estado de guerra civil, com dois lados opostos e armados, e muito dificilmente uma operação militar iria contrariar esta situação. Por outro lado, não existe a oportunidade política já que a União Africana — ao contrário da Liga Árabe com a Líbia — é relutante quanto a uma intervenção por parte de forças ocidentais.

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