O problema partidário
Não faço a mínima ideia qual o sentimento de Fernando Nobre para com o PSD ou se alguma vez votou neste partido. Mas o casamento deste com o PSD é notícia maior do que a entrada dos técnicos do FMI em Portugal. Foi provavelmente a melhor forma que Passos Coelho encontrou para conseguir votos do centro-esquerda, se quer chegar a uma maioria, ao convidar o líder de um movimento cívico que fez história na sociedade portuguesa — quatorze por cento é um número que até impressiona (se estes o perdoam é outra história). Numa era em que as máquinas partidárias são cada vez menos interessantes, vinculadas a interesses que pouco têm a ver com o interesse de todos, nada melhor do que oferecer algo que aparentemente poderá ser diferente. Esta é a primeira conclusão a tirar deste convite (o PS terá feito um semelhante): os partidos já não atraem ninguém.


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