Notas ao café…

Benghazi diz não

Posted in notas ao café by JN on Abril 12, 2011


Paresh Nath, «The Khaleej Times»

O Coronel Muammar Khadafi aceitou o plano proposto pela União Africana (UA) para um cessar-fogo imediato, seguido de negociações com a oposição. O acordo foi apresentado aos líderes rebeldes em Benghazi, mas foi recusado por estes já que não contemplava a saída imediata do Coronel do poder. Juan Cole, no Informed Comment, coloca no real contexto a recusa dos rebeldes para um cessar-fogo, e boa parte dessa recusa está na visão que os líbios têm da UA:

[…] The problem with having the AU mediate is that the leaders chosen are not viewed by the rebels as honest brokers.

While the world has not been paying attention, Qaddafi has been using his oil wealth (and I do mean ‘his’) to peddle influence in Africa, to gain the loyalty of it leaders, and to intervene militarily.

It is so ironic that critics of the UN intervention in Libya keep asking why there was no such humanitarian mission in Darfur in the Sudan, where separatists among the black African Fur people have been massacred by Arabic-speaking black Africans loyal to Khartoum. But it was Qaddafi’s disastrous interventions in Chad and the Sudan that initiated that bloodbath. […]

Se o Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, quer realmente ganhar a confiança dos rebeldes para o plano de paz que a UA propõe, e conhecidas que são as relações do Coronel com muitos membros desta organização, terá que se esforçar muito mais e afirmações deste tipo pouco irão ajudar:

“We have completed our mission with the brother leader, and the brother leader’s delegation has accepted the road map as presented by us,” Jacob Zuma, the South African president, said.

Moussa Koussa, o ministro de Muammar Khadafi que se refugiou recentemente em Londres, em entrevista à BBC avisa para o perigo que existe de uma guerra civil  e da Líbia poder transformar-se numa nova Somália

Na Foreign Policy, Aaron David Miller chama à intervenção das forças ocidentais na Líbia a Guerra do Séc. XXI de Obama, uma que parece que não tem um fim à vista, como tantas outras:

[…] What were U.S. objectives in Iraq? To destroy Saddam Hussein’s weapons of mass destruction? Get rid of him? Build a new Iraq? Promote a democracy in the heart of the Middle East? All of the above?

In Afghanistan, the objective has gone from getting rid of al Qaeda and weakening the Taliban to a very thinly disguised effort to build a nation, create good government, end corruption, and train security and military forces that can stand up on their own. In Libya, though, it has never been quite clear from the outset. Is America there to protect civilians? Empower the opposition? Or defeat Qaddafi and usher in a new, democratic Libya?

Without clear objectives, it’s nearly impossible to bring the necessary means into play to achieve them. […]


Mike Keefe, «The Denver Post»

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